Sejam bem vindos pra dentro de mim. Aqui, estou expondo emoções, revelando minha alma, compartilhando com carinho... Publicando sentimentos. (Gil Façanha)

sexta-feira, 30 de abril de 2010


Sento-me no final... Ou no início, quem sabe! Observo tudo e todos. Uma característica minha... Ou nossa... Dos curiosos, dos naturais estudiosos do comportamento humano. Muito barulho no momento, mas dentro de mim, um silêncio enorme. Muita gente a minha volta, mas só me lembro de uma pessoa em especial. Alguém que a uma hora atrás me disse poucas, mas tão sábias e ao mesmo tempo, dolorosas palavras. Uma frase se repete... Uma frase pronunciada pela mais querida das  minha professoras. Olhando essas pessoas por um ângulo que elas nem imaginam, tantas coisas fazem tanto sentido! Ou talvez estejam perdendo o sentido que pareciam ter antes.
Hoje nessa mesa de bar, não sou mais que uma observadora da sobrevivência humana. Enquanto todos brincam, riem, bebem, eu deito meus sentidos e alguns sentimentos, em um simples pedaço de papel (não quero esquecer de falar sobre isso). Sinto-me tomada por uma emoção que não defino agora, mas me preenche de certa forma, dolorosamente.
As pessoas se agarram mesmo ao que elas DECIDEM acreditar! Somos uma droga de um bando de almas perdidas que acham que podem se encontrar em coisas ou pessoas que precisamos crer que são o que achamos que deveriam ser. A vida é tão simples, tão mágica, tão curta, tão cheia tudo, ou de nada (dependendo do que fazemos dela). Não sei se me sinto deprimir um pouco ou se estou apenas um tanto abalada. Não! Acho que pela primeira vez na vida, me sinto deprimir de verdade. A melodia das minhas músicas preferidas faz meu fundo musical nesse momento lotadamente solitário. Quem aqui sabe o que é viver? As vezes penso que ninguém sabe de verdade o que é isso. Ou talvez eu esteja apenas procurando uma definição, uma razão que não existe. Já que a vida é o que cada um decide fazer dela. Queria tanto conseguir reconhecer todos os motivos que tenho pra sorrir agora, mas no momento eles não me bastam. Estou longe daqui. Que boa droga me parece a vida nesse instante... Mas uma droga curta demais pra ter tempo de viciar. Derrepente ela acaba e tudo se vai. Mas segundo minha querida professora, temos que ser felizes até nas adversidades. Ela complementou isso dizendo:

“Se agente não brincar com a vida... Ela é quem brinca com agente”.

Frase dita após ela dividir conosco um diagnóstico positivo para dois tipos de câncer.

Você sabe o que são lágrimas internas? Estou sufocando com elas. Não defino nada. Só consigo sentir uma angustia tão forte que me esmaga o peito. Um nó na garganta que nada combina com a paisagem que presencio agora. Receio perder as forças e simplesmente chorar. Mas entenda, não é apenas pelo diagnóstico...  Isso me trouxe tantas outras coisas a mente. É uma mistura de tristeza em ver alguém tão querida passar por isso, é uma sensação de medo... Medo de estar deixando a vida passar. Medo de que em um súbito momento, eu não tenha tempo pra mais nada. Medo de me perder em tantos conceitos. Medo de me limitar demais. Medo de perder minhas maiores ligações com esse mundo (minha família), de ficar só... Sozinha com tanta gente que me olha e não me vê. Sobreviver não é fácil. E nem sei se dá aprender. 

Gil Façanha

Um comentário:

Monica Pamplona disse...

É Gil querida.Viver é isso mesmo.Por vezes não sabemos ao certo o que fazemos aqui.A humanidade fica parecida com om "monte" de nada.E tudo que nos rodeia perde o valor.Mas não se pode esmorecer.A vida tá lá fora,pra quem quiser viver.E acredite,é bela,nós é que temos que fazer e acontecer.Como sua professora,também penso assim,só que com outras palavras.Costumo dizer,"Deixa eu levar a vida,antes que a vida me leve!".
Bjss no coração.

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