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O QUE ÉS, POR FIM?

É rio... Vale que me valha mais paisagens sobrepostas no disfarce do olhar que sôfrego, implora pelos antigos verões com ventos de outono que trazem consigo a beleza pura da impureza dos desejos condenáveis e tão sacrossantos em meu altar.
É mar... Correntezas que afogam a razão de ser menos emoção e submerge geleiras, tragando toda calmaria para ressurgir em chamas, caldeiras vertendo a nobreza de um querer adormecido. 
É alma... tão etéreo quanto humano. Tão inevitável, impetuoso e fluido nas versões de mim que navega em minhas veias, sem leme, sem destino, arrastando consigo barreiras, demolindo qualquer resistência imposta pelo tempo que me trouxe até aqui.
É madrugada depois do meio dia... é pura escuridão sob o sol, quando a luz se esvai do meu peito depois do calor das horas vividas e que estarão 'Ad aeternum', travando a guerra dos anjos, entre o espirito e a pele, para que no fim se revele a real natureza do ser... Enquanto ao longe imagino quantas noites aqui dentro val…

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