Sejam bem vindos pra dentro de mim. Aqui, estou expondo emoções, revelando minha alma, compartilhando com carinho... Publicando sentimentos. (Gil Façanha)

sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

FAÇANHAS POÉTICAS, lançado em caldeirão cultural

TOM MAIOR BOTEQUIM







PRESENÇA DA CANTORA MÔNICA JUCÁ (na ponta esquerda)
ENTREVISTA COM O REPORTER HERBERT LUZ DO PROGRAMA VIRTUAL



(da esquerda para a direita)
CANTOR ELOHIN SEABRA, GIL FAÇANHA, GIL MARTIS, E A CANTORA JAINA ELNE.

MÔNICA JUCÁ NA VOZ, MARCELO JUCÁ NA BATERIA E BAIA NO VIOLÃO
  



CANTORA TETÊ PESSOA.





CANTORA FADJA LORENA, NA PONTA DA DIREITA.







GIL FAÇANHA

Ontem foi noite de arte. Emoções impressas, poesia cantada, recital de pura emoção. Foi sem sombra de dúvidas, um dos melhores momentos da minha vida. Decidi lançar meu primeiro livro, em um ambiente onde sempre me senti bem e onde costumo encontrar bons e verdadeiros amigos para compartilharmos momentos de alegria. Então não poderia ser diferente, que também fosse nesse mesmo ambiente, que eu decidisse lançar em livro, as mais profundas emoções que me dominaram nos últimos anos da minha vida. Quebrando regras, e fugindo do que normalmente é esperado, publiquei meu livro um lugar chamado TOM MAIOR BOTECO. Para alguns pode parecer estranho, mas para mim, foi a mais acertada das decisões.  Com ambiente lotado, resultando em quase 100 livros vendidos na noite de ontem, pude me encantar com uma visão privilegiada, de um público alegre, descontraído e participativo.
A noite foi aberta com um breve recital, onde algumas poesias escolhidas a dedo, foram recitadas por minha mãe Terezinha, minha talentosíssima amiga e cantora Tetê Pessoa, minhas duas sobrinhas Jéssica e Jessiane, minha amiga Lu Vital que recitou uma poesia feita exclusivamente para ela, baseada em relatos de suas próprias emoções.
Não poderia deixar de destacar a expressão corporal e interpretação de Jeane Souza, que fez da minha poesia “Bem me quer... Mal me quer” a mais marcante da noite. A atuação de Jeane levou a plateia ás lágrimas. Eu mesma não consegui me conter, e me  senti invadida pela intensidade das emoções que essa atriz e bailarina usou para mostrar um texto meu.  Foi mesmo um dos pontos inesquecíveis da noite, e vale dizer que os convidados aplaudiram de pé. Olhar os convidados enxugando as lágrimas, sentindo cada emoção ali exposta em meu texto aliado ao talento de Jeane em pronunciar cada palavra, foi mesmo a certeza de que consegui meu único objetivo: Escrever com a minha alma, para tocar outras almas.
A cantora Jaína Elne, que musicou minha poesia DEVOLVA, com sua voz deslumbrante, cantou minhas emoções em ritmo de bossa. Outro ponto alto da noite.
O programa virtual, da SIM TV, compareceu ao evento, entrevistou várias pessoas, gravou cada momento, e irá ao ar no sábado dia 24.
Meu Deus.... O que mais posso dizer?
A noite para mim foi PERFEITA. Senti falta de alguns amigos que ficaram mesmo impossibilitados de comparecer por diversas razões, e a eles deixo meu abraço com carinho. Mas os que estiveram presentes, não me deixariam mentir. Quem não compareceu, perdeu uma noite de puro encanto.  Ainda me arrepio quando lembro de cada detalhe.
Então deixo aqui por escrito, meu mais sincero e profundo agradecimento a todos que fizeram dessa noite, talvez a melhor que tive até hoje. Foi inacreditável!  Agradeço aos amigos artistas que me apoiaram e fizeram dessa noite um caldeirão de artes. Meu coração repleto de alegria entrego nas mãos de Gil Martins (minha irmã) e Paulo Façanha (meu esposo), que sem que eu pedisse nada, transformaram-se em meus produtores, empresários, designer, e tudo o que foi necessário para fazer desse lançamento um sucesso.
A todos que abrilhantaram a noite com vossas presenças, incluindo os amigos que estiveram presentes pelo twitter (embora justo ontem, o áudio tenha apresentado problema), o meu muito obrigada. Devo á vocês, o meu mais generoso sorriso.  Pois esse esteve em meus lábios por toda a noite, e vocês foram os responsáveis por isso.

Com carinho,
Gil Façanha

MEU AGRADECIMENTO ESPECIAL AO APOIO RECEBIDO POR:

Tom maior e Restaurante Maturi.
Marias Bacanas (Riane Martins)
Salão Formas e cores (Joelma Grace Ferreira Ferreira)
Pilates De Ponta Cabeça 




Gil Façanha


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

Lançamento


Meus amigos, dia 13 de dezembro as 19:30 horário local (as 20:30 horário de Brasília) acontecerá o lançamento do meu primeiro livro "façanhas poéticas" (Editora Sapere), no Tom Maior Boteco, localizado na rua São José- 2184 / Bairro de Lagoa Nova - Natal/RN (PRÓXIMO AO HOSPITAL PROMATER). O evento acontecerá com a participação da cantora Mônica Jucá acústico, encenação teatral com Jeane Souza, participação especial de Jaina Elne interpretando uma poesia musicada, de Gil Façanha. O evento também será transmitido pelo Twitcam, para que os amigos que não moram na cidade, possam curtir o evento na íntegra. Os que tiverem Twitter, poderão participar também do chat no momento do evento, mas os que não tiverem, poderão assistir a tudo sem a participação no chat. Então anotem ai. Entrem no link do tom maior no https://twitter.com/#!/search/%40tommaiorboteco

VAMOS LÁ AMIGOS... PRESENTES FISICAMENTE OU VIRTUALMENTE, SINTAM-SE TODOS CONVIDADOS. FORTE ABRAÇO A TODOS, E DESDE JÁ, MEUS SINCEROS AGRADECIMENTOS.

sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

Anjo ferido





Não te disse adeus. Não pude. Não houve chance de ser eu,
E toda aquela paixão contida, você nem soube que aconteceu.
Fui condenada com pressa... Sem culpa explícita, cai no banco dos réus.
Juiz impiedoso, nem mesmo ouviu o que minha emoção gritava.
Tuas conclusões deixam claro, que ao estar comigo,
Nem sabias de verdade com quem estavas.

Essa dor machuca... Tanto que transpassa o peito.
Tento entender tua alma, tua completa falta de jeito.
Desfaz de mim... Ordena a partida sem culpa,
Ainda que a culpa exista para você.
Desdenha das minhas palavras, faz do meu sabor apenas uma vaga lembrança,
Que com o tempo perdoarei minha falta de erro,
E esquecerei  tua atitude de criança. 
Gil Façanha

sábado, 26 de novembro de 2011

No presente o passado

PRAÇA AUGUSTO SEVERO – NATAL -  RN
Politeama, primeiro cinema de Natal (1912)
Fonte: http://blogdoborjao.blogspot.com

Texto inspirado nas histórias e imagens enviadas por um grande amigo.



Que bela época foi aquela, onde minha alegria atravessava os antigos portais que viraram história. Românticos incuráveis, fervorosos seresteiros apaixonados, embriagados pela brisa gélida que lhes trazia a necessidade do tocar a mão da amada, e esse toque singelo era capaz de aquecer o corpo inteiro.

Ah, saudoso tempo onde os prazeres eram simples, onde a conquista do boêmio era mais bela que o sucesso enfim. Os corações enamorados desabrochavam com a primavera, e as flores era o símbolo dos apaixonados.
Ruas de tijolos brancos, bondes, novos grandes casarões pomposos que exibiam a riqueza de poucos... Hoje, tantos se tornaram  lembranças esquecidas de um tempo que a idade não leva de mim, e nem as possíveis limitações do corpo e da saúde teriam minha permissão consciente de roubar-me os melhores momentos em que fui tão feliz.

A nostalgia me açoita... Mas, em contrapartida, me devolve o sorriso antigo, aquele mesmo sorriso que hoje só existe em minhas memórias. Mergulho nas presentes letras, rabiscando em um pedaço de papel traços de recordações que me são tão presentes, tanto, que fazem de mim um reflexo vivo de um tempo que algum dia, será comentado apenas através das suposições de quem nunca esteve lá.

Por hora, ressurjo do passado como quem busca ar após um mergulho profundo naquilo que um dia foi. Respiro fundo, olho a minha volta, e as belezas de hoje não abrandam minha saudade que me alimenta. Essas lembranças fazem de mim um ser solitário, mas, dentro daquilo em que a vida me transformou, sou feliz por ter tido a alegria plena de viver em um tempo onde o amor era puro, simples, e onde sonhávamos com a possibilidade do eterno. Aqueles antigos bancos de praça foram testemunhas de tantos sonhos meus. E agora, diante desse céu que amanhece, vou anoitecendo meus desejos inúteis, resguardando meus anseios já tão secretos, e sigo as horas, sem outra opção de ser. 

Esta noite tive a certeza de que aquela época que se foi não voltará a cruzar meu caminho. Os boêmios e as serestas envelheceram comigo, e há muito, a beleza da simplicidade se extinguiu.  Agora lembro bem porque deixei de ser um notívago. Minhas constatações me arrancaram do mundo atual. Sinto como se não pertencesse a ele. Vou para casa... Preciso dormir. O que buscava não existe mais, já se perdeu. E introspectivo caminho sem poder vislumbrar uma possibilidade que seja de voltar a ser eu.


Gil Façanha

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

O tempo cura



Desvinculei minha alma da tua.
Libertei meu coração das lembranças,
Desabriguei-me dos desejos proibidos,
Dos riscos apenas por mim, vividos.

Acabou-se o vício.... o viço...
Aquele prazer em te pertencer.
Procurei por dentro, aquele desejo insano,
Aquele querer  sem tamanho,
A antiga necessidade de você.

E abrindo o peito com minhas próprias mãos,
Para ter certeza da falta daquela antiga emoção,
Dei-me conta de um imenso vazio.
Foi então que nesse instante,
Percebi com alegria, que a falta do teu calor,
Já não me causa aquele frio. 

Gil Façanha

domingo, 20 de novembro de 2011

Pensamentos noturnos




Interroguei-me, nesta noite, se haveria de encantar teus olhos,
Se para você  minha alma eu despisse.
Imaginei se serias capaz de ver além do corpo lembrado,
Do perfume apreciado,
Do agradável diálogo passado.

Que faria essa força estranha, se o acaso o reduzisse,
A uma tamanha angústia, que nada poderia ser dito, ou explicado,
Por ser degustado na dor profunda das tuas entranhas?

No despertar dos meus sentidos, imaginei tua voz aos meus ouvidos
Pedindo calma, como quem sufoca
O pensamento  impuro e o desejo da alma.

Mergulhei na ilusão do eterno, na possibilidade do improvável,
Perdi-me nos teus versos de paixão e febre...
Mas, ao ressurgir no espelho d’água do meu oceano de emoções,
No silêncio noturno das minhas razões,
Despertei do sonho para essa irônica realidade,
E suspirei com ausência de um sorriso que seja,
Ao perceber que a vida sem pena, fazia piada de mim.


Gil Façanha

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Nosso menu



Havia um grito preso na garganta,
Com uma força tanta,
Que lhe sufocava o som da voz.
Era a saudade das verdes veredas,
Por onde outrora andara sua ilusão...
Era a visão das secas folhas que restaram ao chão...
Era a morte do amor, posta à mesa...
Servida em amargas fatias de indignação. 


Gil Façanha

domingo, 13 de novembro de 2011

Esqueci teu nome!!




Foi estranho te buscar na memória...
Tu que por tanto tempo me preencheu.
Havia há pouco, as cicatrizes da nossa história,
A certeza que teu amor já não sou eu.

Deixei em minha saudade, tua lembrança acostumada,
Recordações que me tomavam de refém.
Aprisionavam minha esperança algemada,
A essa crença que sem você não sou ninguém.

Sangrei o peito no momento da partida,
Na despedida,  minha voz silenciou.
Teu frio golpe deixou minh’alma tão ferida,
Que parecia ser eterna aquela dor.

Mas o tempo, meu querido, a sua maneira...
Trouxe consigo uma verdade a me espantar:
Que ao final da dor cruel e derradeira,
Até teu nome, ele tratou de me levar.


Gil Façanha

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

Arrependido




Tu retornas como quem cede ao vício,
E diante do precipício, curva-se para cair de amor.
Sussurras o lamento daquele adeus...
Arqueado pela saudade, com olhar furtivo,
Lastima a partida sem razão.
Sôfrego, rendido, assume a beleza do pecado,
A dor e a delícia de me ter em tuas mãos.


Gil Façanha

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Teu adeus



Hoje a palavra acordou em branco,
A voz despertou em silêncio.
Hoje a emoção está distorcida nesse eco,
Ricocheteando nas paredes de um vazio que me encara.
Hoje o sol cansado se cobriu de nuvens,
E a chuva teima em açoitar meu dia.
Hoje me falta aquele sorriso franco, sincero,
Que me foi roubando pelo teu adeus, como eu temia.


Gil Façanha

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Caçador



É bem verdade que era pouco o que eu tinha,
O coração foi tão ingênuo em acreditar.
Em teus abraços depositei a vida minha,
E desejei ardentemente me entregar.

Em noites frias te busquei na luz da lua,
E para mim era a luz do teu olhar.
Contava as horas para poder me sentir tua,
O teu carinho era um convite para amar.

A cada dia uma conquista, uma invasão,
Minha alma se abria a você.
Mas teus gestos, pouco a pouco em contramão,
Revelaram-me o que ninguém podia ver.

Tornei-me vítima da tua podre armadilha,
Eu fui a caça e você o caçador.
Sobrevivi e vou seguindo em outra trilha,
E entre versos vou jorrando minha dor.


Gil Façanha

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

Poesia na areia




Debrucei-me sobre os grãos...
Brancas cores a viajar nas mãos do vento.
Meus dedos, canetas improvisadas sobre o chão,
Rabiscaram meus profundos sentimentos.

O sol no horizonte, um brilho cego,
Trazia-me de presente a inspiração.
Eu queria a rima certa, puro ego,
E dos meus versos, o mar seria guardião.

Escrevendo como quem desenha a alma,
Fiz-me pintura em letras grandes na areia.
A correnteza me levou em ondas calmas,
E a poesia mergulhou feito sereia.

Gil Façanha

domingo, 23 de outubro de 2011

Perdoa-me


Perdoa-me se não sou aquele amor tão esperado,
Se a minha doçura se foi com o tempo.
Posso não ser ideal para estar ao teu lado,
Mas isso é reflexo de antigos momentos.

Perdoa-me se te pareço vazia, se não sou o que tanto queria,
Se o meu carinho se tornou frio feito brasa molhada.
Mas não sabes o que  aquele amor me fazia...
Na verdade, do que sou ainda não sabes nada.

Mas te confesso que aquele fogo está apenas adormecido,
Que embaixo desse pó ainda há algo que teima em arder,
E se fores também o meu amor pretendido,
Revelarei tudo que escondo, para o teu bel prazer.

E se tiveres paciência, independente do que pensas,
Nosso futuro, a vida nos revelará.
E talvez se houver em ti a coragem de não mais recuar,
Descobriremos se é nosso destino, nessa paixão nos queimar.




Gil Façanha

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

por que me cativas?



Diante do teu olhar encantado, derrubo as muralhas que por tanto tempo cultivei. Meus sentidos reverenciam a atenção que me concedes e a cada bom dia, mais um sol nasce do meu sorriso anoitecido pela saudade. Há em teu toque quase real, um quê de um desejo diferente.... Desses que invadem corpo, alma e mente.
Mas ao abrir da janela por onde te deixo entrar nesse paraíso que se perverte ante aos pecados teus, sinto-me invadida por um sopro de promessas curtas, que feito furacão te leva da minha presença. E como quem acorda de um dèjá vi,  parada nesse mesmo lugar, percebo que tu, como quem planta flores sem a intenção de regá-las,  se vai como quem nada fez, como quem nada disse.
Feito miragem, te vejo ao longe transformando-se em horizonte sem nunca olhar de verdade, a paisagem na qual me transformei. E na repetição dessas horas, sorrindo quando chegas e entristecendo-me quando vais embora...  A cada novo por do sol, renasce a mesma interrogação:

- Afinal de contas... Por que me cativas?  

Gil Façanha


Texto inspirado na famosa frase de Antoine de Saint-Exupéry, dita pela raposa do livro "O pequeno príncipe": "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Viajante das letras.




(Aos amigos poetas)


Poeta...
Decifrador de esfinges, conquistador de almas,
Artista das letras, criador de emoções.
Em seus versos há angústia, ou a mais profunda calma,
Transpassando em rimas os leitores corações.

Da vida sabe de tudo um pouco, mesmo sem nada dizer,
Vaga pelo mundo aprendendo qualquer lição.
Pra compor seus sentimentos, ele se põe a viver,
Ainda que seus passos sejam pura imaginação.

Ser errante, visita planetas, viaja por todos os mares,
Na embarcação das letras, com ventos de poesia.
Suas velas, rimas soltas o leva pra tantos lugares,
E se deixa inspirar por essa poética ventania.

Seu navegar não tem limites, vai do ocidente ao oriente,
Enfrentando tempestades com olhar de visionário.
E plantando sentimento como quem planta uma semente,
Vai fazendo do ser poeta, o seu próprio relicário.



Gil Façanha



terça-feira, 18 de outubro de 2011

Fruto imortal



O poeta morre.... A poesia, jamais.
Primeiro fruto de um caso de amor entre as emoções e as letras.
Gil Façanha, gerando poesia em FAÇANHAS POÉTICAS. 

(Lançamento em breve)

domingo, 16 de outubro de 2011

Almas livres (Dueto)



Porque negar toda a minha diferença,
se ser diferente é o que me trás aquele iluminado sorriso?
Porque enjaular a minha alma, como se bastasse pra te trazer calma,
Roubar-me aquilo que tanto preciso?

Porque pedir perdão em ser especial,
se na especialidade do diferencial, somos verdade e poesia?
Deixar minha alma voando no céu da inspiração,
Levando consigo meu corpo em toda direção, era apenas o que eu mais queria.

Não pretendo parecer normal,
E desejo que meus anseios não sejam entraves para saberes amar.
Pois de uma jaula, passarinhos fogem voando,
E ao ninho da liberdade, eles retornam pra repousar.

Mundo fulcrado em padrões, saí do molde e me dei forma,
Rompi paradigmas e grilhões, sou alma, sou alma!
Subi aos céus desci ao inferno, debatendo minhas inquietações.
Busquei caminhos paralelos, em prol de minhas satisfações.

Hoje sou clara amanhã escura, sem ritmo certo cadenciado.
Não sou sã nem louca, sou um ser em mim diferenciado.
Canto o que as vozes falam, em minha diversidade.
Sou amor, paixão e desejo na mais pura intensidade.

Que falem já não me importo, resolvi me dar ao luxo,
De ser completa na ausência, repelir o olhar do bruxo.
Lutei a minha batalha, qual guerreira sigo indecisa,
Por hoje dou-me satisfeita na saga de ser poetisa!


Gil Façanha

Mirian Marclay Lemos Melo

sábado, 15 de outubro de 2011

Poesia de Gil Façanha abrindo o Jornal da cidade online


POR: Maria Catherine Rabello


SÓ POESIAS: “AMOR LIVRE”

O amor é livre e todo mundo é livre para amar… Ame sem ódio e seja livre sem tirar a liberdade de seu semelhante. Cada vez mais cheio de amor, cada vez mais livre, assim é o nosso espaço poético.Nesta edição a abertura é de Gil Façanha.
A seleção das poesias é de Maria Catherine Rabello.


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Eles venceram

Inspirado em Lú Vital.

Lamento que me deixes  e não creias mais nesse amor,
Que me condenes a viver de esperança.
Que decida transformar a nossa vida em dor,
Que nossa história já não pese mais em tua balança.

Entristece-me tua imagem confusa,
Sem saber pelo que lutas, ou contra quem é essa batalha.
Já não posso entender tua recusa,
Nem me permito aceitar tuas migalhas.

Falaram-te que não te sirvo, que esse amor é pecado,
Que amar assim não é certo, que eu te faria mal.
E me pergunto se esses que estão ai ao teu lado,
Entenderam algum dia, de amor afinal.

Questiono o que vivemos, se foi para você tudo foi pra mim
E vou fingindo que tua amizade me basta,
E levando no peito essa mentira feito cupim,
Sigo com a certeza que a falta do teu amor, o meu peito devasta. 




Gil Façanha



quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Súplica de amor



Tanto andei a tua procura, amor singular...
Que em busca desse encontro, me perdi.
E os ventos que sopraram minha alma,
Entregaram-me ao cansaço e me rendi.

E nas ruas que vaguei em noites frias,
Entreguei-me às vielas da paixão.
Sem saber que era vazio o que eu tinha,
E ao fim restava apenas solidão.

Procurei em cada canto da cidade,
Em tantos bares e festejos do lugar,
Não sabia que era pura vaidade,
Ter a pressa e não saber como esperar.

Estou tentando merecer tua presença,
Esperando um presente de Deus pai.
Já nem sei se eu duvido ou se há crença
Mas te suplico meu senhor.... Vos apressais. 


Gil Façanha

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Amor livre



Que seja livre o nosso amor,
Que nos liberte para voar,
Que seja ausente de qualquer dor,
Que não necessite de amarras para amar.

Que sermos quem somos, seja divino,
Longe de qualquer julgo ou condenação,
Que o amor seja livre indo e vindo,
Que não nos condene a nenhuma prisão.

Que você vá e venha quando quiser,
Fazendo de mim o teu perfeito cais,
Que sejas meu homem e eu tua mulher
Sem nos sentirmos em cárcere, jamais.

Que estejamos juntos ainda que separados,
Que tua ausência não signifique tormento,
Pois quando se ama, se está lado a lado,
Ainda que a saudade se torne um lamento.

Busquemos do amor sua intenção pura e simples,
Entendendo que com ele vem a liberdade,
Pois quem aprisiona e ama com posse,
Ainda não sabe na vida o que é amar de verdade.

Gil Façanha




Poesia destacada no jornal da cidade online (Mato Grosso do Sul)


Search box

Related Posts with Thumbnails