Sejam bem vindos pra dentro de mim. Aqui, estou expondo emoções, revelando minha alma, compartilhando com carinho... Publicando sentimentos. (Gil Façanha)

quarta-feira, 28 de julho de 2010

Na solidão do saber quem sou






Na solidão do saber quem sou, recubro meus sentimentos por uma névoa de falsas alegrias que escondem, mesmo quase revelando quem mora em mim.
Sensações inebriadas pela saudade do se expor, com ardor, sem medo, sem dor.
Solitária visão que trago do meu ser dual. Dualidade emocional. E nessa divisão literária de minh’alma, me descrevo em sentidos ocultos, revelações de um coração em exaustão.
A cada amanhecer tenho uma nova chance de ser eu... Mas, há dias em que o sol não vem, a chuva cai, nuvens negras anoitecem minhas certezas, e, no meu mundo irracional repleto de razões minhas, me escondo no meu porão sentimental, e, lá, como por castigo,  mais uma vez, enfrento a solidão do saber quem sou.

Gil Façanha

Encontro sonhado (dueto Gil Façanha / Suzy Antunes)



Te encontro em um beijo lembrado, na boca do ser amado, em um momento eterno, nos meus sonhos inesperados.


Consigo sentir tua alma me olhando, sentir a energia que converge de dentro de ti, nesta visita aos meus sonhos, onde me deixas alucinada...


Sentindo-te no vento da noite, no calor do dia, em cada raiar de sol, tua luz me guia.


Como se fosse real, a tua presença me provoca, levando-me lentamente para fora dos limites do meu corpo. Fazendo-me ouvir teus murmúrios que me atiça, me invade e me leva ao delírio.


Vou seguindo, como quem segue sem rumo... Destino certo eu tenho, não costumo andar sem prumo.


E em cada passo que dou o tempo desaparece, porque sinto que me chamas...


E nas incertas certezas que me levam adiante insisto confiante, como uma chama eterna que ultrapassa o horizonte imaginário, onde nunca irei chegar. Mas te trago em pensamentos, em minhas lembranças constantes... Como se nada mais tivesse sentido, te desejo a todo instante!

Gil Façanha
Suzy Antunes

terça-feira, 27 de julho de 2010

Buscando Respostas


Acabo de perceber como sou invisível e como algumas das minhas emoções não me dizem mais nada!
Sou invisível nas minhas certezas buscadas, pois estou recoberta por uma manta de eterna procura sem nada que me conforte, encontrar.
E minhas emoções, são vãs quando me perco nesse complexo de dúvidas sentimentais. 
Para onde estou indo afinal, se todas as perguntas estão perdidas nesse profundo abismo de silêncio?
Não há eco... Então me perco em minhas próprias interpretações.

Gil Façanha

Clarice Lispector


Já escondi um AMOR com medo de perdê-lo, já perdi um AMOR por escondê-lo. 
Já segurei nas mãos de alguém por medo, já tive tanto medo, ao ponto de nem sentir minhas mãos. 
Já expulsei pessoas que amava de minha vida, já me arrependi por isso. 
Já passei noites chorando até pegar no sono, já fui dormir tão feliz, ao ponto de nem conseguir fechar os olhos.
Já acreditei em amores perfeitos, já descobri que eles não existem.
Já amei pessoas que me decepcionaram, já decepcionei pessoas que me amaram.
Já passei horas na frente do espelho tentando descobrir quem sou, já tive tanta certeza de mim, ao ponto de querer sumir.
Já menti e me arrependi depois, já falei a verdade e também me arrependi.
Já fingi não dar importância às pessoas que amava, para mais tarde chorar quieta em meu canto.
Já sorri chorando lágrimas de tristeza, já chorei de tanto rir.
Já acreditei em pessoas que não valiam a pena, já deixei de acreditar nas que realmente valiam.
Já tive crises de riso quando não podia.
Já quebrei pratos, copos e vasos, de raiva.
Já senti muita falta de alguém, mas nunca lhe disse.
Já gritei quando deveria calar, já calei quando deveria gritar.
Muitas vezes deixei de falar o que penso para agradar uns, outras vezes falei o que não pensava para magoar outros.
Já fingi ser o que não sou para agradar uns, já fingi ser o que não sou para desagradar outros.
Já contei piadas e mais piadas sem graça, apenas para ver um amigo feliz.


Já inventei histórias com final feliz para dar esperança a quem precisava.
Já sonhei demais, ao ponto de confundir com a realidade... Já tive medo do escuro, hoje no escuro "me acho, me agacho, fico ali".
Já cai inúmeras vezes achando que não iria me reerguer, já me reergui inúmeras vezes achando que não cairia mais.
Já liguei para quem não queria apenas para não ligar para quem realmente queria.
Já corri atrás de um carro, por ele levar embora, quem eu amava.
Já chamei pela mamãe no meio da noite fugindo de um pesadelo. Mas ela não apareceu e foi um pesadelo maior ainda.
Já chamei pessoas próximas de "amigo" e descobri que não eram... Algumas pessoas nunca precisei chamar de nada e sempre foram e serão especiais para mim.
Não me dêem fórmulas certas, porque eu não espero acertar sempre.
Não me mostre o que esperam de mim, porque vou seguir meu coração!
Não me façam ser o que não sou, não me convidem a ser igual, porque sinceramente sou diferente!
Não sei amar pela metade, não sei viver de mentiras, não sei voar com os pés no chão.
Sou sempre eu mesma, mas com certeza não serei a mesma pra SEMPRE! 
Gosto dos venenos mais lentos, das bebidas mais amargas, das drogas mais poderosas, das idéias mais insanas, dos pensamentos mais complexos, dos sentimentos mais fortes.
Tenho um apetite voraz e os delírios mais loucos. 
Você pode até me empurrar de um penhasco q eu vou dizer: 
- E daí? EU ADORO VOAR!

quinta-feira, 22 de julho de 2010

Minha fraqueza


Meu corpo adormece após teu contato.
És covarde e abusas do meu cansaço para me dominar.
Tento resistir!! Mas tua química absorvida pelo meu ser,
me maltrata, me abusa, me enjoa, me domina.
Nossa!! Como sou fraca pra cerveja...rsrsrsr.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

Fome de paixão


Sinto fome de paixão!
Uma sensação que me consome, devaneios de um tempo que escorrem por entre os dedos.
Por mais que tente resgatar, não se prendem mais em minhas mãos... Pensamentos vãos.
Tenho fome... Inanição sentimental que dilacera a alma, que adormece o corpo por enfraquecê-lo,
desidratada pela falta do teu suor a escorrer em minha pele enquanto me fazes mulher.
Fome de um alimento guardado em ti e que em mais nenhum lugar se pode achar.
Te peço... Sacia minha fome, devolve minha energia, me traz de volta a vida, me alimenta... de Você.


Gil Façanha

sábado, 10 de julho de 2010

Minha alma


Sou uma alma transpassada por flechas de emoções, ferida pelas razões que me algemam a uma certeza duvidosa, afligida pelo tempo que me consome em uma espera sem fim e inexplicável. Sinto-me por hora, destruída pelas tempestades, em meio a sonhos que construo sobre uma base fisicamente forte... Sentimentalmente frágil.
Sou eu... Apenas uma pobre alma que luta, tropeça, cai e se abala, mas ainda não desistiu da busca.

Gil Façanha

Meu querer


Quero essa paixão desmedida
Da magia, ser meu próprio feiticeiro
Das tuas noites, ser o teu luar
Dos teus dias, o sol que queima teu corpo inteiro

Ser o vento em tuas velas
As ondas pro teu barco navegar
Pra tua embarcação, ser o próprio oceano
Ou teu cais quando quiseres ancorar

Te deixar ir quando precisares
Te abraçar quando desejares voltar
O prazer em pele e fogo
Um amor pra nunca acabar

Nos desencontros entre o sol e a lua, 
Um eclipse pra te encontrar
Em cada poema poder ser tua
E em todos eles me entregar.

Gil Façanha

sexta-feira, 9 de julho de 2010

Serpenteiam sobre o corpo (Denise Severgnini / Gil Façanha)


Mãos ativas,desbravadoras...

Entre vales, montes,matas...

Vão despertando amores

E ao desbravares meus sentidos

Perdidos no ponto de um encaixe perfeito

Vem, ama-me, arranca esse anseio do meu peito



Denise Severgnini
Gil Façanha

quinta-feira, 8 de julho de 2010

Um desencontro com a saudade (dueto)




E entre tantas dúvidas,
_Muitas desconfianças adoecidas_
Uma certeza gritava em um surdo som...
_Eco insensível ressonado em outro tom_
Era a necessidade de perder a hora da saudade,
_ Um momento preciso de alacridade_
De não aparecer no encontro marcado,
_ De não reviver, devaneio sonhado_
Para quem sabe assim, nesse desencontro proposital,
A felicidade encontrasse no acaso, um espaço ao meu lado

Tu foste o júbilo aguardado
Assim, eu, amor e vida, em equilíbrio, afinal...


Gil Façanha
Denise Severgnini

Um desencontro com a saudade


E entre tantas dúvidas,
Uma certeza gritava em um surdo som...
Era a necessidade de perder a hora da saudade,
De não aparecer no encontro marcado,
Para quem sabe assim, nesse desencontro proposital,
A felicidade encontrasse no acaso, um espaço ao meu lado

Gil Façanha

Tua beleza


Tua beleza exterior chamou minha atenção por um momento... 
Mas tua beleza interior é o meu maior tormento!
Beleza que não precisa de retoque, maquilagem ou qualquer alento.
O melhor de tua beleza, é ser de minha alma ... O complemento.

Gil Façanha

quarta-feira, 7 de julho de 2010

?!!


E a vida me olha, e pergunta-me o que quero fazer!!
Ela me maltrata, me arrasa e espera que eu saiba o que responder!

Gil Façanha

Apenas amor


Não queria uma aliança, anel de brilhante ou qualquer juramento...
Quero você me amando, apaixonado como desejo... 
Ser tua a qualquer momento.

Gil Façanha

Entrega


Meu amor me amou.
Deixou em mim uma canção
Me atou em seu corpo, me marcou de sexo, com força, prazer, com e sem coração.
Me entreguei como faz qualquer mulher apaixonada.
Fantasio, não temo, desejo com loucura... Pois nesse momento, de sanidade eu não sei nada.

Gil Façanha

domingo, 4 de julho de 2010

NOSSA PAIXÃO é assim:


 Dueto (Gil Façanha / Denise Servegnini) e poesia subliminar de Denise Servegnini


TÃO desmedido sentimento nos une

INTENSO como a lava que se inflama

QUANTO querer! Uma palavra resume:

A MOR! Eis que sempre é viva chama!


LUZ candente que leva ao cume

DO nosso prazer lascivo na cama

SOL ardente tempera-se com ciúme

TÃO finito, que sentimento proclama


QUENTE magma borbota seu lume

COMO a fome de vulcão que emana

FOGO luxuriante, luz de vaga-lume

E, em nós, um orgasmo se dimana...


MEU ser se ativa e, então, te assume

CORPO encrespado, na busca profana

DERRETE entre pétalas em ardume...


FEITO cio abrasador, você se assanha

AÇO do deleite adquire em mim volume

NO embate da luxúria, você me arranha

CALOR carnal para que eu não desaprume


DOS en Uno, apaixonados, sem artimanha

TEUS abraços são como um laço de perfume

BRAÇOS meus te capturam em nova sanha...



GIL FAÇANHA

Denise Severgnini




Nossa paixão

Tão intenso quanto a luz do sol
Tão quente como fogo
E meu corpo derrete, feito aço no calor dos teus braços.



Gil Façanha

Nossa paixão


Tão intenso quanto a luz do sol
Tão quente como fogo
E meu corpo derrete, feito aço no calor dos teus braços.

As vezes, quando me olho no espelho, vejo exatamente aquilo que creio que já conheces tão bem. Sinto-me fortaleza, e ao mesmo tempo, frágil.

Pergunto-me se conseguiste olhar além da aparência imponente... Além do que simplesmente parece.

Conseguiste tocar com a delicadeza de uma pena, toda a intensidade da minha alma.

Conseguiste ver nos verdes dos meus olhos, que o melhor de mim já foi teu?

Já fui exposta à luz do teu olhar penetrante e você me alcançou tão fundo!
Sinto no ar, o cheiro de mais um adeus. Sinto que voltarei a caminhar sozinha novamente. Como sempre, e por toda a minha vida... Sinto... E lamento.

Gil Façanha

sábado, 3 de julho de 2010

Curve-se - (Carlos Alberto Baltazar)


Não me reconheço. Ao final dessa metamorfose, serei novamente apresentada a mim mesma.  Ainda percebo antigas qualidades que permanecem em meu ser. Descubro e reconheço certas fraquezas com as quais nunca convivi antes. Entorpeço-me de certas angústias apenas castigantes, pois de nada me servem.
Na imensidão de minhas buscas, minhas perguntas desgastadas pela ausência de respostas, por vezes, me consomem.
Meu corpo, por incontáveis momentos de falta de percepção, não me responde mais. Adormeceu.
Minha alma, sofre certas dores, pois foi envenenada pela ausência do indispensável sabor das certezas flutuantes das minhas emoções.
As vezes, despercebo a imensidão do mar, por ter em mim, a gigantesca inquietude do viver, do buscar, do esperar... Sempre... Confiar.
Sentada por um momento, a beira do caminho, olho para trás e percebo que já estou mais perto  que longe, dos objetivos que me sustentam de pé. E apesar de não entender tantas coisas que se passaram nesse trajeto que está para trás, ainda sinto falta de certos momentos vividos.
Há um vazio que me enche... De uma certa melancolia, uma certa tristeza que vem do mais profundo do meu ser e corroe a aparente alegria diária. Busco nas letras, nos meus poemas, uma fuga original, com rimas que não sejam óbvias, e ainda assim, me canso de tentar arrancar do meu peito, certos sentidos, certos sentir que já não possuem mais palavras para serem descritos, posto que tudo já foi dito.
É, existe um momento de vazio na alma... De falta de alegria, de falta de empolgação, de ausência... De mim mesma.

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