Sejam bem vindos pra dentro de mim. Aqui, estou expondo emoções, revelando minha alma, compartilhando com carinho... Publicando sentimentos. (Gil Façanha)

quinta-feira, 16 de dezembro de 2010

Livro do desassossego



"E assim sou,
fútil e sensível,

capaz de impulsos violentos e absorventes,
maus e bons, nobres e vis,
mas nunca de um sentimento que subsista,
nunca de uma emoção que continue,
e entre para a substância da alma.
Tudo em mim é a tendência para ser a seguir outra coisa;
uma impaciência da alma consigo mesma,
como com uma criança inoportuna
um desassossego sempre crescente e sempre igual.
Tudo me interessa e nada me prende."

(Fernando Pessoa)
"O Livro do Desassossego"


terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Sem caminho certo



Ando seguindo os rastros do silêncio, por que não consigo encontrar explicação.
Ando vagando por becos sem saída, por não entender minha própria razão.

Ando buscando aventuras sem medidas, abrir minhas asas pra vida, sem saber bem aonde quero chegar.
Ando enfrentando todas as minha dúvidas, minhas certezas são imagens turvas, causadas por uma chuva que teima em me molhar.

Ando bebendo de bar em bar, tentando me encontrar no copo de alguma bebida.
Ando avistando minha alma vagando, com medo de fazer planos e assim vou sangrando minhas próprias feridas.

E vou andando por ai, parando de vez em quando pra me situar no lugar onde estou.
Mas entre tantos caminhos, querendo andar sozinho, só ando em desalinho...
Por não saber bem pra onde vou.


Gil Façanha

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

Sofro (dueto)



Sofro 
de não te ver, 
de perder 
os teus gestos 
leves, suaves
a tua fala 
que o sorriso embala, 
a tua alma 
tácita, tão calma... 


Sofro por tua dor tão sentida
Por não fazer parte da tua vida
Em não dizer adeus por nunca te ver

Sofro, choro, sinto tua falta
Uma saudade desmedida,
 como quem diz adeus a vida
Um coração a entorpecer.

Sofro 
de te perder, 
por dias que parecem meses, 
durante meses que parecem anos... 


Sofro por sermos os culpados por nossos desenganos
Por nunca termos feito planos
Por nunca ter estado com você

Sofro por sentir todos os dias, a tristeza e a alegria
De ser de você sem te pertencer
Sofro por que te quero ao meu lado
E assim meio desesperado vou temendo enlouquecer.

Venha regar o jardim dos meus enganos, 
sentar nas árvores de tristes ramos


Venha alimentar minha vida com tua emoção
Vem fazer tua morada em meu coração
Pra descobrirmos que sem esse amor
A vida não tem muita razão.


Helton Hermes   Gil Façanha

domingo, 5 de dezembro de 2010

TEM QUE ACONTECER



Composição de Sérgio Sampaio


Não fui eu nem Deus
Não foi você nem foi ninguém
Tudo o que se ganha nessa vida
É pra perder
Tem que acontecer, tem que ser assim
Nada permanece inalterado até o fim
Se ninguém tem culpa
Não se tem condenação
Se o que ficou do grande amor
É solidão
Se um vai perder
Outro vai ganhar
É assim que eu vejo a vida
E ninguém vai mudar
Eu daria tudo
Pra não ver você cansada
Pra não ver você calada
Pra não ver você chateada
Cara de desesperada
Mas não posso fazer nada
Não sou Deus nem sou Senhor
Eu daria tudo
Pra não ver você chumbada
Pra não ver você baleada
Pra não ver você arriada
A mulher abandonada
Mas não posso fazer nada
Eu sou (sou só) um compositor popular

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