Sejam bem vindos pra dentro de mim. Aqui, estou expondo emoções, revelando minha alma, compartilhando com carinho... Publicando sentimentos. (Gil Façanha)

quinta-feira, 24 de junho de 2010

A linguiça




Por ARNALDO JABOR
 A medida que envelheço e convivo com mulheres, valorizo mais ainda as que estão acima dos 30.
 Elas não se importam com o que você pensa, mas se dispõem de coração se você tiver a intenção de conversar.
 Se ela não quer assistir ao jogo de futebol na tv, não fica à sua volta resmungando, pirraçando... vai fazer alguma    coisa que queira fazer...... e geralmente é alguma coisa bem mais interessante.
 Ela se conhece o suficiente para saber quem é, o que quer e quem quer, elas definitivamente não ficam com quem não confiam.
 Mulheres se tornam psicanalistas quando envelhecem, você nunca precisa confessar seus pecados... elas sempre sabem...
 Ficam lindas quando usam batom vermelho. O mesmo não acontece com mulheres mais jovens... Por que será, heim??
 Mulheres mais velhas são diretas e honestas, elas te dirão na cara se você for um idiota, caso esteja agindo como um!
 Você nunca precisa se preocupar onde se encaixa na vida dela, basta agir como homem e o resto deixe que ela faça... Sim, nós admiramos as mulheres com mais de 30 anos!
 Infelizmente isto não é recíproco, pois para cada mulher com mais de
 30 anos, estonteante, bonita, bem apanhada, sexy, e bem resolvida,  existe um homem com mais de 30, careca, pançudo em bermudões amarelos, bancando o bobo para uma garota de 19 anos...
 Senhoras, eu peço desculpas por eles: não sabem o que fazem!
 Para todos os homens que dizem:
 'Porque comprar a vaca, se você pode beber o leite de graça?', aqui está a novidade para vocês:
Hoje em dia 80% das mulheres são contra o casamento e sabem porquê?
 Porque 'as mulheres perceberam que não vale a pena comprar um porco inteiro só para ter uma lingüiça!'... Nada mais justo..

ADORO AS CRÔNICAS DE ARNALDO JABOR....RSRSR.

segunda-feira, 21 de junho de 2010

Uma parte de mim


Um tanto menina, um pouco mulher.
Uma parte decisão, outra parte... O que é?
Uma parte razão, quase tudo emoção.
Uma parte amor, outra parte solidão.
Uma parte sonho, u.m pedaço realidade
Uma parte vida, tantas outras, saudade.
Minha alma dividida, vai buscando se achar.
Só queria a minha parte, a outra parte encontrar.

Gil Façanha

sexta-feira, 18 de junho de 2010

Nas raias da loucura


(Esse texto é apenas a tentativa de um relato, após um período de estágio em um hospital psiquiátrico.)

Nesse mundo absorto em delírios, me ponho a pensar. A loucura que rapta almas vivas, joga no abismo do esquecimento, vidas inteiras, sem questionar.
Converso, analiso, me perco em contos irreais... Há momentos em que esqueço que estou no mundo dos “normais”.

Tento chegar a uma conclusão sensata, qualquer coisa que ajude a entender! Diante de tantos delírios, sinto medo de me perder.

Eles chegam perto, querem tocar, como se precisassem  sentir qualquer coisa que os lembrem o que é ser normal... Qualquer um que vem de fora, é uma possibilidade de fuga do seu mundo habitual.

Me pergunto se a loucura tem mesmo uma definição!! Diante desses olhos arregalados, a loucura me parece mais uma explosão.

Exteriorizam o que sentem, com tanta intensidade, que deixam vir do fundo de suas almas, TUDO, inclusive a maldade. Não há consciência de medidas, não há nenhuma exatidão. Pra fazer o que desejam, querer, é a única explicação.

Enquanto observo os seus hábitos, alegria ou agressividade natural... Percebo que ser louco, nesse espaço, é 100% normal.

É como se essa fuga do real, lhes dessem a possibilidade, de ser tudo o desejam... Serão, farão, dirão o que quiserem, não importa onde eles estejam.

No mundo que criaram, não há limites pra sentir. Não há pudor, nem há regras... Apenas as que quiserem, por hora, seguir.

Porém, mesmo na loucura, há o medo da solidão! Todos param e perguntam: “Minha família! Onde estão?”

Alguns, são largados por aqui, pois é difícil lhes conter. Muitas famílias já foram destruídas, por não conseguirem, a loucura vencer.

Pode parecer possível, esquecer alguém assim. Mas ter um pai, uma mãe, um filho, nesse mundo inconstante de ilusão... Isso sim, é na normalidade, uma loucura sem fim.

(As vezes me pergunto se ser louco, é você exteriorizar tudo o que há de bom e ruim em você, de uma maneira tão intensa, que se torna perigoso para se viver em sociedade.)


Gil Façanha

domingo, 13 de junho de 2010

Meu nordeste


Nas trincheiras do meu nordeste, em seu território, de leste a oeste, pode-se ver a beleza pura.
Não falo de beleza humana... Falo da arte Divinal... De Deus e sua arquitetura.
Nossas praias são tão belas, cultura local pra dar e vender. Nosso povo não vai mais embora... É aqui que eles querem SER.
Povo humilde e também escolado, sol bom de praia, ou seca do sertão...
Êta povo mais apaixonado pelo seu nordestino pedaço de chão.

Gil Façanha

sábado, 12 de junho de 2010

Escravos da sedução



Nas correntes da sedução que nos prende à saudade de tudo que ainda não foi, de tudo que já foi nosso.. 
Te acorrentei para sempre aos meus desejos! Nos tornamos escravos da nossa própria sedução. Espero o momento de te libertar das amarras contidas, dos grilhões do pecado e tocar teu corpo sem pedir perdão.
Serei tua, em um momento marcado pelo prazer, pela saudade matada, pela vontade de te ter. Entregues a um momento eterno, estarei para sempre nos braços do amado meu. Me entregando por inteiro... E nunca mais dizer adeus.

Gil Façanha

quinta-feira, 10 de junho de 2010

Tua amada estranha


Eu gostaria de te dizer tantas coisas, mas receio que não saibas ouvir o tipo de linguagem que uso.
Eu poderia escrever, mas tudo o que sinto, sendo falado ou escrito, possuem os mesmos sinais, e pra você, parecem hieróglifos emocionais.
Se eu fosse uma esfinge, e tua vida dependesse de compreenderes meus enigmas... Serias devorado pelo deserto de tuas certezas.

Gil Façanha.

domingo, 6 de junho de 2010

Minha saudade


Minha saudade me remete a um mundo de fantasias! Lá, sou sua quantas vezes desejarmos e posso falar de amor pra você.
Nesse mundo particular, eu comando as regras. Não há pecado... Há apenas poesia. Não há erros ou enganos, não se conhece a palavra solidão. Nunca estou só. Estou sempre perto de você sem precisar de nenhuma razão.
 Não existe presença que sufoque, nem dúvidas de retribuição. Encontra-se apenas a certeza de que estou segura em suas mãos. 
Nesse cantinho só meu onde sempre te deixarei entrar, encontro rimas perfeitas... É só deixar teu corpo no meu encostar.
 Sou poetisa, escritora, crio contos de paixão. Tua alma a minha completa... Sentimos de coração pra coração.

Gil Façanha

A luz da lua


No silêncio das noites longe de você, te busco dentro das minhas memórias. Sofrendo a distância que o espaço físico nos impôe, vejo teu reflexo na luz da lua que invade meu quarto, só pra me dizer que não há jeito de te esquecer. Não temo em não saber sobreviver! Temo nunca mais te tocar, temo para sempre te perder.
Espero apenas o mundo girar na expectativa de me surpreender, e a luz dessa mesma lua, um outro dia, nos envolver.

Gil Façanha

Te sinto... Te espero.


Vens de longe, onde longe estou
Meu corpo te sente,  teu cheiro, teu calor
Tua alma imortal, me acompanha onde vou
Sem teu corpo no meu corpo, só me resta frio e dor
Estou aqui a tua espera, desejando um dia te encontrar
Se os dias se findarem, peço à tua alma... Por amor me resgatar.

Gil Façanha


Sou meu próprio Juiz.



       Sou meu próprio Juiz, minha mente é o meu único tribunal, minha condenação e o meu perdão estão em mim.No Tribunal da vida, o júri, é o que menos importa. Sou Juiz dos meus próprios atos, sentencio, eu mesma, as minhas próprias escolhas.
Dou prisão perpétua para a minha impaciência e minha angústia que me assassinam um pouco a cada dia, com requintes de crueldade.
Dou pena de morte para o medo, a minha própria  covardia revertida em razão, ou o receio das conseqüências que a realidade me impõe.
Dou 20 anos de prisão para todas as dores que o amor me causou, para todas as incertezas que a paixão me trouxe, e para a tristeza de ter perdido tudo o que perdi quando decidi não pensar em mim.
Dou cinco anos de serviços forçados, para o ciúme que não consegui algumas vezes conter, e que me machucou, pisou qualquer certeza que pudesse haver em mim... Que me fez chorar.
Dou liberdade condicional para os meus sonhos, desde que não se percam em lugares perigosos, e sejam passíveis de realização.
Mas declaro inocente e dou total liberdade ao meu louco coração. Eu o perdôo por se emocionar tanto, pela tristeza do auto-abandono, e por se sentir envolvido nas emoções que o acelera e o inspira a poetizar. Eu o respeito por ser feliz em acreditar, pela ansiedade em se declarar vivo, embora fraco, e por não haver desistido ainda de amar. 
 Quero vê-lo sair desse tribunal interno, como um vencedor. Deixá-lo admirar o sol lá fora e perceber o valor da liberdade, repensar os próximos passos e... Simplesmente, continuar emocionando-se pela vida afora.

Gil Façanha

Sobrevivendo aos próprios naufrágios


Sobrevivo aos meus próprios naufrágios.
Me apoio em minha própria coragem em continuar buscando... O que?!
Tento não afundar em minha própria insegurança, no medo de estar
Nadando na direção errada.
Busco no horizonte, o incentivo pra alcançar um novo dia.
Vejo o sol nascer, a lua crescer, e em momentos submersa, em outros flutuando
Vou sobrevivendo ao meu próprio caos, resgatando emoções que estavam naufragando.

Gil Façanha

Chuva de paixão


Está chovendo... Chovendo paixão!
Toda minha resistência se enfraquece diante desse cenário a tanto buscado, desejado e agora, saciado.
Minhas muralhas se romperam e te deixei entrar, sem luta, sem dizer não.
Sinto as gotas de chuva esvair em vapor, ao tocar minha pele.
Teu olhar me desnuda, tua boca me convida, e já não há mais sensatez em mim.
Estou molhada por essa chuva de paixão que me invade a alma, que traz ânsia de prazer.
O mais louco e inesperado momento de entrega, meus gemidos encobertos pelo som das águas caídas do céu... Faz-me crer que o próprio sol, amanhã, quando o dia chegar, será frio diante do prazer que está agora, a me dominar.

Gil Façanha

De corpo e alma



Não seria necessário um lugar apropriado, um momento adequado, circunstâncias favoráveis...
Em seus braços, haveria apenas a perfeição do encontro das almas.

Gil Façanha

quinta-feira, 3 de junho de 2010


"Sim é verdade, às vezes também penso que eu não sou eu,
pareço pertencer a uma galáxia longínqua de tão estranha que sou de mim.
Sou eu? Espanto-me com o meu encontro"

(Trecho do livro "A hora da estrela" de Clarice Lispector)

quarta-feira, 2 de junho de 2010

NÃO a poluição.


Sou aquela em negra atitude, que te sufoca e aniquila o teu viver
Sou o que destrói a beleza natural, sou adepta do mal, fui feita pra te empodrecer.

Sou o disfarce do só agora, do apenas isso, do pequeno pra se notar
Sou o rio sem vida, bueiro entupido, eu vim pra aniquilar.

Sou céu em fumaça, CO² pra sufocar, furacão em vingança pura
Sou a reação da tua criação, sou toque sem alma, sou a ignorância da tua figura.

Tua consciência me mantém por perto, distante do fim chegar
Não adianta fingir que não me conhece
É pelo seu esforço que eu consigo continuar

(Menos blá, blá, blá... Mais consciência.)

Gil Façanha

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