Sejam bem vindos pra dentro de mim. Aqui, estou expondo emoções, revelando minha alma, compartilhando com carinho... Publicando sentimentos. (Gil Façanha)

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Sem você


Texto inspirado nesta bela obra do pintor Tcheco Viktor Oliva. Agradeço ao artista Koz Palma, pelo envio da imagem.


Hoje sou apenas um pensamento.
Fui resumido a uma lembrança que jamais será apenas vaga.

Rascunhos dos nossos momentos ainda fazem de mim um poeta sem ilusão,
Incapaz de criar ao menos um verso que possa refletir as angústias do meu descompassado coração.

Revivo todos os dias, a felicidade que contigo tive outrora.
Tentando esquecer tua eterna ausência e a falta de um adeus antes de ires embora.

Lembro-me de cenas só nossas... Tantas, que viraram pinturas esboçadas na tela da minha mente.
Nas cores que dei a saudade, como se meus olhos fossem pincéis...
Pinto tua inesquecível imagem a minha frente. 

Gil Façanha


Enquanto ainda há tempo



Um dia, sei que a morte me calará. Não haverá mais tempo pra dizer o que sinto.
Não haverá um momento exato ou inexato... Apenas não haverá momento.
Não quero partir com a sensação de que disse tanto... Menos o que queria.
Que fiz tanto... Menos o que realmente desejava.

Sou uma alma intensamente alegre, e intensamente triste... Sou apenas uma alma de poeta.
Tenho todas as emoções ao gritos, nas pontas dos dedos.
Tenho todas as razões que preciso pra escrever.

Então permita-me gritar meus sentidos, explicar todas as minhas intenções.
Não quero vê-lo questionando-se o que eu senti, quando eu não puder mais te assegurar.

A vida é curta e mesmo com o passar de muitos anos, o tempo nos rouba certas consciências. Não quero perder tempo com receios que me travam a língua e acorrentam-me os pés.

Deixe-me falar do quanto fui feliz quando fomos nós.
Deixe-me confessar toda a beleza que vi dentro de você.
Deixe-me repetir incansavelmente, o que penso de ti, e o quanto fostes importante pra mim.

Ouça-me enquanto há tempo... Diga-me tudo o que precisa.
Antes que o tempo seja apenas passado, e tudo o que calamos,
Não possa mais ser falado.

Algumas coisas não deveriam ser deixadas pra depois...
O depois... É mera suposição.
(Gil Façanha)




Dedico esse texto,  a todos os corações apaixonados que temem falar de suas emoções.

Gil Façanha


segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Deixa-me ser




Como alcançar teu coração bandido,
Partido pra tão longe de mim?
Como te arrancar esse lamento,
Que te corrói por dentro e te leva daqui?

Deixa eu te falar de amor,
Preencher as rimas que faltam em teus versos,
E te mostrar o avesso da tua mais recente emoção.

Abra teu peito e me aceite,
E para meu intenso deleite,
Serei do teu sorriso a razão.

Permita-me ser o teu diário,
O teu segredo em relicário,
Dê-me a chave da tua confiança.

Olhe-me nos olhos
E sinta a verdade do que digo,
Dê-me ao menos um pouco de esperança.

Aceite o que eu te ofereço,
Sinta meu apreço
Meu desejo tem a medida exata da tua dor.

Dá-me um lugar ai dentro,
Um pequeno espaço no teu pensamento,
Mas não me faça implorar,
Por favor.

Gil Façanha

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Esqueça




Esqueça nossos versos, apague nossas rimas,
Façamos da antiga felicidade, um segredo.
Destrua as esperanças, apague as lembranças,
Deixemos de escrever o nosso enredo.

Apague aquelas fotos,
As mesmas onde todos nos viam felizes.
As que enganam os olhos...
Escondem as mais profundas cicatrizes.

Esqueça tudo o que vivemos,
Esqueça que um dia pareceu inesquecível.
Lembre apenas que tudo foi bom um dia,
De uma forma que parecia impossível.

Deixa passar a ideia que poderia ter sido amor,
Assuma de vez que foi pura ilusão.
Deixa-me ter a certeza que nada nunca mudou...
Que na verdade eu jamais alcancei teu coração.

Faça-me acreditar que foi tempo perdido,
Permita-me esquecer teu cheiro, tua boca, teu gemido.
E quanto a não ter espaço em tua vida, não se preocupe...
Isso já é fato compreendido.


Gil Façanha

terça-feira, 16 de agosto de 2011

Descobrindo-se



Estava tudo errado! A direção era outra, as razões já nem eram preciso. Ela buscava rimas que não existiam, inspirações em motivos que já não precisava ter. Já havia perdido a antiga e tão conhecida melancolia, velha companheira que a impedia de realmente viver. Na busca por si mesma, se perdeu de vista, nem se quer notou o rumo que vida tomara. Nessa angústia por sentir algo conhecido, de repente notou que tudo era novo, que ela já não era mais a mesma. Buscou a culpa e não achou, e ela que apenas tentara ser o tudo que lhe exigiram, hoje se deu conta de que ser feliz é ser apenas o que se quer. 




Gil Façanha

domingo, 14 de agosto de 2011

Medo de amar




Ofereces teu amor em devaneios,
Prometes paixão infinda, eterno zelo.
E eu que já não creio em vão apelo,
Duvidosa, contenho meus anseios.

Teu olhar me invade, me toca fundo,
Em meus lábios um sorriso se desenha.
E por mais que te evite e me contenha,
Teu amor já invadiu todo meu mundo.

E assim entre temores e desejos
Sonhando com teu corpo, com teu beijo,
Vejo-me enfeitiçada nos braços teus.

Amar-te para sempre é o que quero
Embora por temor me desespero
Receando a hora amarga de um adeus. 

Gil Façanha

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Cadê você?



Se estás perdida dentro de tu'alma...
Ainda há chances de reencontrar-se,
Procures ser feliz, quem sabe, amar-se
E restaurar aquela antiga calma.

Será que vale a pena consumir-se?
Queres gritar pro mundo que te esqueça?
Sacode a cinza, enfim, ergue a cabeça,
Que ainda há tempo para produzir-se...

Amor, afeto, zêlo e auto-estima,
E quando a solidão chegar, reprima
Com esse brilho que a vida requer...

E só assim, então, verás brotar
Um novo amor, um grande bem-estar
Da alma genial dessa mulher!!!


Poesia do amigo e poeta


 Nizardo Wanderley

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