Sejam bem vindos pra dentro de mim. Aqui, estou expondo emoções, revelando minha alma, compartilhando com carinho... Publicando sentimentos. (Gil Façanha)

terça-feira, 31 de agosto de 2010

Sem medida pra se perder


Intensa, ardente, momento de se perder.
Eu louca, corpo queimando e ele quase a enlouquecer.

Desejava um momento insano, olhos vendados pra nada ver.
Algemas, roupa arrancada, entorpecida de tanto querer.

Sentimos o toque da pele, uma química pra não acabar.
Não havia passado ou futuro, corpos em chamas é o que há.

Havia paixão, quase loucura, em nossa pele com sede de prazer.
E eu pensava que ele seria o único que me faria isso viver.

Pernas abertas, sexo molhado, desejo puro, sangue a ferver.
Realizar nossas fantasias, era tudo que queriamos fazer.

Naquela cama ou qualquer outra, o que importa onde será?!
Desejava ser mulher, fêmea no cio e me perdendo, me encontrar.

Lingerie preta, meia sensual... Palavras sem pensar...
Toda devassa, e sedutora te pedindo pra não parar.

Prazer insano, teu cheiro bom,
calor que não tem mais fim..
Nesse momento, orgasmo intenso, tendo você dentro de mim.


Gil Façanha

O amor de nós dois! (Dueto Gil Façanha / Tomb)





Amor, meu amor!
Não me chames de amor,
Não se esqueça das noites que irão chover,
Não se esqueça dos dias que irão raiar,
Amor, meu amor!
Não esconda suas lagrimas do mar.

Eu te chamaria de amor, se amor tu pudesses me dar
Não esquecerei as noites chuvosas
Do raiar solitário de cada dia
Amor que não sabe amar...
As lágrimas escondo de ti e não do mar...
Nos oceanos salgados, me banhei, mas estou a me recuperar.


Amor, meu amor!
Ainda é cedo para o amor?
Ou já é tarde para sonhar?

Amor que não é meu, nem tua eu serei
Não sei se para ti é cedo pra amar..
Mas creio que pra mim...
Já é tarde pra voltar a sonhar.


Amor, meu amor!
Se existe sonhos em teu caminho,
Crie um dia para não chover,
Crie um sonho para não chorar,
Amor, meu amor!
Não é bom sonhar sozinho.

Meus sonhos, desaguados pelos caminhos por onde andei
Serão refeitos, reconstruídos, me levarão até onde nem eu sei...
Não há poder que me garanta a ausência dessa chuva que hoje cai
Não há garantia que nunca mais irei sorver lágrimas de dor
Mas, amor... Talvez, grande amor
Mesmo sem tua presença, sozinha nunca estarei
E apesar de tudo que vivi só eu saberei se valeu a pena o que busquei.




Tomb
Gil Façanha

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Se puder sem medo (Oswaldo Montenegro)




Deixa em cima desta mesa a foto que eu gostava
Pr'eu pensar que o teu sorriso envelheceu comigo
Deixa eu ter a tua mão mais uma vez na minha
Pra que eu fotografe assim meu verdadeiro abrigo
Deixa a luz do quarto acesa a porta entreaberta
O lençol amarrotado mesmo que vazio
Deixa a toalha na mesa e a comida pronta
Só na minha voz não mexa eu mesmo silencio
Deixa o coração falar o que eu calei um dia
Deixa a casa sem barulho achando que ainda é cedo
Deixa o nosso amor morrer sem graça e sem poesia
Deixa tudo como está e se puder, sem medo
Deixa tudo que lembrar eu finjo que esqueço
Deixa e quando não voltar eu finjo que não importa
Deixa eu ver se me recordo uma frase de efeito
Pra dizer te vendo ir fechando atrás da porta
Deixa o que não for urgente que eu ainda preciso
Deixa o meu olhar doente pousado na mesa
Deixa ali teu endereço qualquer coisa aviso
Deixa o que fingiu levar mas deixou de surpresa
Deixa eu chorar como nunca fui capaz contigo
Deixa eu enfrentar a insônia como gente grande
Deixa ao menos uma vez eu fingir que consigo
Se o adeus demora a dor no coração se expande
Deixa o disco na vitrola pr'eu pensar que é festa
Deixa a gaveta trancada pr'eu não ver tua ausência
Deixa a minha insanidade é tudo que me resta
Deixa eu por à prova toda minha resistência
Deixa eu confessar meu medo do claro e do escuro
Deixa eu contar que era farsa minha voz tranqüila
Deixa pendurada a calça de brim desbotado
Que como esse nosso amor ao menor vento oscila
Deixa eu sonhar que você não tem nenhuma pressa
Deixa um último recado na casa vizinha
Deixa de sofisma e vamos ao que interessa
Deixa a dor que eu lhe causei agora é toda minha
Deixa tudo que eu não disse mas você sabia
Deixa o que você calou e eu tanto precisava
Deixa o que era inexistente e eu pensei que havia
Deixa tudo o que eu pedia mas pensei que dava
"Quando alguém encontra seu caminho,
 precisa ter coragem suficiente para dar passos errados. 
As decepções, as derrotas, o desânimo são ferramentas 
que Deus utiliza para mostrar a estrada." 


_Paulo Coelho_




"Compreendi, então,
 que a vida não é uma sonata que,
 para realizar a sua beleza,
 tem que ser tocada até o fim.
 Dei-me conta, ao contrário,
 de que a vida é um álbum de minissonatas.
 Cada momento de beleza vivido e amado,
 por efêmero que seja,
 é uma experiência completa
 que está destinada à eternidade.
 Um único momento de beleza
 e amor justifica a vida inteira."


 (Rubem Alves)





Emoções atingidas


É uma sensação que sufoca, 
quando o seu coração sofre uma aborto provocado 
e todas as emoções presas, 
escorrem pelo seu corpo e se perdem no ralo
das tolas expectativas,
desaparecendo na correnteza da ilusão do perfeito.
Meu próprio delírio.


Gil Façanha

domingo, 29 de agosto de 2010

Apenas lembranças (Suzy Antunes)




Eu sei

Que mesmo sem você...

Conseguirei acalmar a solidão da minha alma.

Sei que mesmo sem você...

A suave brisa do vento acariciará meu rosto.

Sei que mesmo sem você...

O azul do céu, ainda me encantará.

Sei que mesmo sem você...

Não esquecerei as estrelas e nem o brilho da lua.

E que o canto dos pássaros soarão aos meus ouvidos 

como uma melodia de paz, pois sei que mesmo sem você... 

ainda continuarei vivendo, amando e sonhando.

Então feliz, juntarei todos os momentos em que passamos juntos e guardarei no coração.

Assim deve ser!... Sem mágoas, sem lamentos... apenas lembranças de você!


Suzy Antunes

Por dentro... Na alma.



Antes que esqueça quem eu sou de verdade...
Feche os olhos e me busque naquele mesmo lugar onde
só você conseguiu me encontrar.
No mesmo lugar onde tua luz quase me cegou.
No ponto de encontro das almas.


Gil Façanha

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Um passo a frente..



Ela se foi... Sem aviso e sem preparo, partiu pra não mais voltar.
Não foi suicídio como dizem! 
Foi apenas uma etapa da vida que ficou pra traz.
Que venha o futuro, e com ele, um eco de esperança 
pra quem tem sede de vida... Vida... Vida... Vida..


Gil Façanha

Um relato

















Sei que o que está para acontecer, está muito além dos meus olhos e da minha compreensão. Mas tenho buscado uma visão diferente desse mundo onde a cada dia, nos equilibramos entre luz e trevas. Busco ter minha própria compreensão do Divino, da minha luz interna, da minha independência espiritual desligada de qualquer conceito religioso. Nunca gostei do fato de que as energias a minha volta, e quando digo energia, falo das atitudes e conceitos de vida das pessoas ao meu redor, me incomodasse tanto. Não quero ter a fraqueza de ter minhas concepções em pêndulo. Busco idéias firmes, centradas e enraizadas em mim. Não que eu não me abra para as idéias a minha volta, mas quero poder filtrar o que realmente possa ser válido, do que é nuvem ao vento.
Já me deixei levar emocionalmente, por acontecimentos na vida de outras pessoas, por que de alguma forma, eu acreditava que o que elas faziam ou buscavam parecia ser mais interessante do que qualquer coisa que eu pude construir até aquele momento. Mas a vida não para. E eu não sei se existem seres, ou uma luz, ou o que se chama de anjos, espíritos que te servem de guia, mas... Sinto-me guiada. Não sei como explicar isso. Só sei que muitos acontecimentos na vida, estão me levando a uma consciência que eu buscava há muito tempo. Uma consciência criada dentro de mim mesma, e, portanto, cada vez mais enraizadas nas minhas certezas. Sei que a palavra CERTEZA é muito forte. O que poderá ser mesmo tão certo, se não sabemos do amanhã? Mas posso dizer uma coisa. A certeza de hoje, é porta para o crescimento de amanhã. É que se você faz algo em que se acredita, e se ainda assim isso não der certo, ao menos a sensação de perda ou fracasso será menor. Por que de alguma forma você precisava fazê-lo. Acho que nesse ponto, a tal certeza, é mais uma necessidade e quando se precisa fazer algo, naquele momento, é essa sensação de certeza que te impulsiona a fazê-lo. A NECESSIDADE te dá duas opções. Ou você se entrega, ou você supera. E medindo-se os riscos, normalmente é mais gratificante se entregar. Afinal, arriscar também é viver.
Ontem, alguém veio até mim e com um sorriso que apenas parecia felicidade real, começou do nada, a relatar certas experiências pessoais. Naquele exato momento, percebi que tanta coisa mudou dentro de mim! Senti uma alegria velada, contida, mas uma sensação de conforto espiritual, de paz mesmo. Por que eu pude, de uma forma única, separar a alegria dela da minha, sem desejar que a minha pudesse ser a dela.
Em outros tempos, nessa mesma circunstância, eu me sentiria abatida. Desejando uma vida que nem mesmo se eu pudesse, seria minha. Não por não estar ao meu alcance, mas por que eu não nasci pra viver certas alegrias. Não por que não mereça, mas porque pra mim, nunca seriam exatamente alegrias, mas sim, uma forma de me sentir mais vazia.
Busco uma maturidade espiritual, difícil de alcançar.... Mas já me vejo tão lá! É difícil por que normalmente, o caminho é árduo e se manter nele exige muita força, muita vontade de superação. É mais fácil sair dele. Mas é tão mais gratificante continuar a caminhada! Houveram  muitos momentos em que pensei em desistir e talvez, haverá outros, já que o caminho não é bem uma reta, ou uma subida, ou uma descida... É um caminho instável, desconhecido, mas que te revela tua própria alma durante o percurso. O mais interessante, é que quanto mais você se conhece, se desenvolve, mais sente vontade de ir adiante.  Ao final de cada etapa, se tem a sensação tão clara de que nada foi em vão! É algo que não dá pra descrever.
Tenho muitos sentimentos em mim, sensações que não consigo definir e às vezes, se confundem se misturam, e não posso explicar. Tenho a impressão, de que na verdade, não é mesmo pra ser dito, apenas sentido. Creio que cada um tem sua viagem particular nessa terra, e ninguém pode sentir por você, ou te dizer como sentir. É algo intransferível, mas se você se abrir pra esse conhecimento, vai perceber que apesar de não ser tão fácil, é muito gratificante alcançar certas compreensões.
Acho que nosso maior defeito é que nos prendemos aos conceitos criados pelos outros. Mas é preciso muita coragem pra viver seus próprios conceitos, a margem dos que vivem diferentes do que você acredita ser VIVER. Tenho buscado essa coragem de ser SEMPRE eu mesma. Acho que essa deverá ser a próxima batalha que irei enfrentar. E farei isso com orgulho. Tenho aprendido muitas coisas que não consigo ensinar... Ainda. Talvez um dia, quando realmente tudo estiver mais claro, ao ponto de encontrar palavras que definam o que ando sentindo. Por hora, posso dizer que ainda estou no caminho. Não pretendo parar pra descansar. Apesar de tudo, a melhor coisa que tenho em mim hoje, é a insubstituível sensação de que estou na direção certa. Não há nada que pague isso. Agradeço a Deus. Minha única  inabalável certeza.  

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

Palavras e gestos



Ela imaginava que ambos se conheciam tão bem!
Imaginava também, que sendo assim, ambos entregaram nas mãos do outro, o poder de fazê-los sorrir, e o poder de machucar.
Poder esse que com certeza, lhes fora dado, já que as pessoas que se gostam, tem em suas mãos ou em suas palavras, a capacidade quase desumana de ferir mesmo quando se ama. Uma forma de defesa... É o que se pode dizer de seres racionais / “irracionais” (às vezes), porém, emocionais (tantas outras).
Pensava naquele momento de palavras ferinas, que apenas o mar, personagem de seus contos de saudade e solidão, se compararia em sua força e imensidão, à dor que seria para ambos, perderem-se em meio a tantas palavras insensatas e com tão pouca consciência.
Ela sentiu entre as angustias do momento e o medo que a coragem lhe impusera, que o que se construiu, e que se mantivera vivo por tanto tempo, não mereceria se perder em meio à aspereza de um “momento” mútuo de insanidade emocional. Fora pura bobagem.
Talvez ela esperasse a compreensão tão desejada por um coração que busca isso de tal forma que às vezes parece esquecer que na verdade, só importa... DE QUEM IMPORTA. E importava pra eles.
Para ela, no decorrer de todo aquele tempo, compreender as falhas dele exigiria a difícil missão de tentar compreender, ela mesma, as próprias falhas. Pois como se permitir tanto para o outro, sem antes, se permitir tanto a si mesmo? Mas o desgaste emocional já não lhe possibilava essa busca tão pessoal. Então apenas não julgava. Até aquele exato e desastroso momento.
Por sorte, abraços sinceros e palavras reconhecidas e de significados desfeitos, lhes trouxeram uma merecida tranqüilidade interna. Resumida, restrita a uma mútua e sincera compreensão.
A partir daquele momento, restava-lhe, a difícil tarefa de esquecê-lo... Mas questionava-se essa tal possibilidade! Seria possível esquecer o que não se quer esquecer?
O tempo, dizem, é um bom aliado pra isso. Talvez ela aprenda a não vê-lo mais... Talvez, nunca mais. Aprenda a não tocá-lo, quem sabe até, a não desejá-lo... Mas esquecer?! Não saberia até aquele exato momento como fazê-lo. Mas prometeu a si mesma, como forma de compensação para aliviar as dúvidas... Que ao menos tentaria... Ou talvez, não... Quem sabe?!

Gil Façanha

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

TOTALMENTE CLARICE LISPECTOR



"Renda-se, como eu me rendi. Mergulhe no que você não conhece como eu mergulhei. Não se preocupe em entender, viver ultrapassa qualquer entendimento."

"Sempre tenho a estranha sensação, embora tudo tenha mudado e eu esteja muito bem agora, de que este dia ainda continua o mesmo, como um relógio enguiçado preso no mesmo momento – aquele".

"Não sei o que fazer do que vivi,tenho medo dessa desorganização profunda. Não confio no que me aconteceu. Aconteceu-me alguma coisa que eu,pelo fato de não a saber como viver,vivi uma outra?!"

"Não me prendo a nada que me defina. sou companhia, mas posso ser solidão. tranqüilidade e inconstância, pedra e coração. Sou abraços, sorrisos, ânimo, bom humor, sarcasmo, preguiça e sono. Música alta e silêncio. Serei o que você quiser, mas só quando eu quiser. Não me limito, não sou cruel comigo! Serei sempre apego pelo que vale a pena e desapego pelo que não quer valer… Suponho que me entender não é uma questão de inteligência e sim de sentir, de entrar em contato. Ou toca, ou não toca."

"Como se visse alguém beber água e descobrisse que tinha sede. Sede profunda e velha. Talvez fosse apenas falta de vida: estava vivendo menos do que podia e imaginava que sua sede pedisse inundações."

"Eu fora obrigada a entrar no deserto para saber com horror que o deserto é
vivo, para saber que uma barata é a vida. Havia recuado até saber que em mim a
vida mais profunda é antes do humano - e para isso eu tivera a coragem diabólica
de largar os sentimentos. Eu tivera que não dar valor humano à vida para poder
entender a largueza, muito mais que humana, do Deus. Havia eu pedido a coisa
mais perigosa e proibida? arriscando a minha alma, teria eu ousadamente exigido
ver Deus?
E agora eu estava como diante Dele e não entendia - estava inutilmente de
pé diante Dele, e era de novo diante do nada. A mim, como a todo o mundo, me
fora dado tudo, mas eu quisera mais: quisera saber desse tudo. E vendera a
minha alma para saber. Mas agora eu entendia que não a vendera ao demônio,
mas muito mais perigosamente: a Deus. Que me deixara ver. Pois Ele sabia que
eu não saberia ver o que visse: a explicação de um enigma é a repetição do
enigma. O que És? e a resposta é: És. O que existes? e a resposta é: o que
existes. Eu tinha a capacidade da pergunta, mas não a de ouvir a resposta."


"Mas de mim depende
eu vir livremente a ser o que fatalmente sou. Sou dona de minha fatalidade e, se
eu decidir não cumpri-la, ficarei fora de minha natureza especificamente viva. Mas
se eu cumprir meu núcleo neutro e vivo, então, dentro de minha espécie, estarei
sendo especificamente humana".

"De repente as coisas não precisam mais fazer sentido. Satisfaço-me em ser. Tu és? Tenho certeza que sim. O não sentido das coisas me faz ter um sorriso de complacência. De certo tudo deve estar sendo o que é". 

terça-feira, 24 de agosto de 2010

"Não posso escolher como me sinto, mas posso escolher o que fazer a respeito." 

(William Shakespeare)

Prisioneira de mim mesma



Sentir-se aprisionado te deixa tão confuso
Que algumas vezes você esquece de perceber
De onde realmente vem as correntes.

Gil Façanha

Tudo passa



Tudo Passa...
De repente, tudo fica nublado. Uma angústia esmaga o peito e você chega a acreditar que o seu mundo desabou. Dificuldades, perdas, problemas diversos, fazem sua vida perder brilho e você não sabe o que fazer.
Todos nós - sem exceção -, estamos sujeitos a trechos áridos em nossa caminhada. São as conhecidas “provações”. Aqueles dolorosos quadros da vida, que nos exige coragem e equilíbrio para que sejam superados.
Acredite: tais momentos também podem trabalhar a nosso favor, pois acabam por servir de raras oportunidades para crescer interiormente. Mas, para tanto, torna-se imprescindível que uma virtude prevaleça: a serenidade.
É através dela que torna-se possível enxergar a luz das soluções, afinal, é justamente na nossa capacidade de superar os golpes da adversidade que vamos encontrar as respostas que precisamos.
Calma, tranqüilidade, serenidade, fé em Deus. Tudo vai passar. Até parece que não, mas vai passar.


Autor desconhecido

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

Pela eternidade


Um único espírito, que em determinado momento foi dividido por dois, para que pudessem evoluir individualmente e, mais tarde, depois de conquistarem o equilíbrio, unirem-se eternamente.


Em qualquer mundo em que eu viva, te levarei sempre comigo. 
Te reconheço em meus sonhos, em cada momento real, pois és parte de mim, de uma forma sobrenatural.

Teu perfume, fragrância de amor eterno, virou memória em meu olfato.
Quantas vidas eu viver, te lembrarei... Isso é fato.

Os teus gestos já não são necessários.
Tuas palavras, sonoridade em vão, pois a essência em tua alma alcança meu coração. 

Se te encontro pelas ruas, como posso não te perceber?
Sonho contigo todas as noites, e quando acordo, não sei te esquecer.

Quando Deus em sua infinita sabedoria, nos separou em duas almas, foi para que a busca incessante, nos fizesse entender a força do amor.
Pra te encontrar e ser feliz, ao fundo do abismo, ou ao ponto mais alto do céu, eu vou.

Se me chegas em carne e  osso, te sinto alma em amor espiritual.
Meu coração em ansiedade visível, me diria que és real.

A eternidade em um instante, nos uniria em um único ser... 
Dualidade somos por natureza, mas juntos, você sou eu e eu sou você.

Se eu me visse no teu mundo, não saberia mais ser só eu.
Me uniria à tua parte, metade de mim que se perdeu. 

Acabaria nossa busca, duas metades em união.
Seríamos duas almas, em dois corpos, pulsando em um só coração.

Um amor para todo sempre, pra nunca mais dizer adeus
Estaríamos finalmente juntos, pela eternidade, abençoados por Deus.


Gil Façanha

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