Sejam bem vindos pra dentro de mim. Aqui, estou expondo emoções, revelando minha alma, compartilhando com carinho... Publicando sentimentos. (Gil Façanha)

terça-feira, 28 de julho de 2009

Quase...



Não estais ao meu alcance. Tuas canções compostas na lembrança das noites ardentemente vividas não estão mais expostas aos meus sentidos. Furtas da minha visão o prazer de tuas letras, furtas da minha audição o encanto da tua voz. Vejo-te ao longe e te percebo cada vez mais distante. Diante da ilusória ótica que a distância me proporciona, pareço quase tocar-te, e neste instante, minhas mãos quase sentem tua pele novamente.

Minha imaginação que brinca com meus sentidos, me causa a dolorosa ilusão de que te sinto cada vez que fecho os olhos e revivo antigos momentos. Que estranha é a sensação de acordar dos sonhos onde tu és o personagem principal.

Não tem problema, podes partir. Não te seguirei rumo ao destino que estais a buscar. Ficarei aqui, no mesmo lugar onde um dia eu te encontrei. O futuro não é garantido, nem sei se ele chegará. Se o nosso destino a Deus pertence, então por que me preocupar?
Gil Façanha

segunda-feira, 27 de julho de 2009

Estranha tristeza



Que dia estranho!


Hoje senti uma imensa tristeza que ameaçava me consumir. Uma saudade do que não tive... Uma sensação aparentemente sem razões publicáveis.


De repente senti um vazio no peito que me causou um frio por dentro. Fiquei pensando o que poderia estar prevendo e lembrei que não sou vidente. Então fiz um tour mental pela minha vida e tudo o que posso falar, é que só pude ter a certeza de ter tido um dia muito estranho.


Gil Façanha.

sábado, 25 de julho de 2009

Nas ondas da vida



Nessa estrada por onde você escolheu caminhar levando todas as lembranças do que um dia fomos nós, em algum lugar da sua memória, estarei para sempre guardada entre suas melhores recordações.
Fugindo das emoções que por tanto tempo me dominaram, parti sem dizer adeus. Não reconheço meu caminho, não me lembro de tê-lo traçado ou em que momento perdi o chão. Muitas vezes não há sensatez na perfeição, não há certezas na felicidade, não há razão nas emoções.
Parto hoje por que um dia me senti acorrentada as amarras que me mantiveram presa a um cais qualquer, e buscando liberdade nas águas que me levam, navego agora sem âncora, sem saber onde vou parar.
Na velocidade do vento que me comanda... Navego... Navego... Esperando nunca naufragar.

Gil Façanha

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Minha visão da Fé



Diante de todas as coisas que precisamos aprender na vida, não há lição mais difícil do que aprender a ter a verdadeira fé. Lendo algo assim, talvez muitas pessoas possam dizer até de uma forma indignada, que elas têm fé sim, e que não há dúvidas sobre isso.


A maioria dos fervorosos que propagam aos quatro cantos do mundo o poder de sua fé, alguns passarão pela vida sem conhecer a dor de se ter fé de verdade. Sim! A verdadeira fé machuca o peito do homem que só acredita em algo que pode tocar com as próprias mãos ou testemunhar com a luz de seus olhos.


Para mim, a verdadeira fé é pedir a Deus que seja feita a vontade dele em minha vida e acreditar de tal forma, que as angústias que os sonhos me trazem, não apertem mais o meu peito, mas que apenas me faça lembrar que a espera pelas conquistas que desejo ter na vida é fruto não só do que mereço, mas também do que preciso e que apenas Deus possui esse imensurável conhecimento.


Para mim, a verdadeira fé, é reconhecer os meus erros, temer os castigos, porém maior que o temor é a certeza de que Deus em sua infinita misericórdia, reconhecendo as razões do meu coração, as fraquezas da minha alma, as dúvidas da minha mente, será capaz de perdoar e me ensinar também através da formação de uma nova consciência e não apenas através da dor.


Para mim, a verdadeira fé, é se ver merecedor de cicatrizes mas ao mesmo tempo ter a absoluta convicção de que o Pai irá proteger meu corpo, mantendo-o são, enquanto caminho por entre roseirais onde flores e espinhos se confundem acariciando a pele e marcando a alma.


Para mim, a verdadeira fé é se sentir protegido entre inimigos, não apenas acreditando que Deus está comigo, mas sentindo sua presença de tal forma que me cause tristeza perceber, não minha vitória, mas a derrota certa dos que me espreitam e que quase sempre não aprendem nada com isso.


Para mim, a verdadeira fé não questiona a demora, a forma. As vezes sentimos o peito apertar como reflexo de uma ansiedade, a mesma que abala o sentido da verdadeira fé quando em algum momento de fraqueza tememos o futuro, ou quando temos pressa.


Para mim, a verdadeira fé não se conquista sem a experiência de se sentir só, de se sentir perdido, sem saída, a beira do abismo e é exatamente nos momentos mais difíceis que a fé machuca. Pois é aí que precisamos levar em conta que a nossa interpretação para os fatos da vida nem sempre será compatível com as intenções divinas, e nesse instante, olhar para dentro de si, respirar profundo e pensar que Deus sabe o que é melhor pra mim e quando, aquilo que me pertence será realmente meu, compreender que o sofrimento as vezes é um mal necessário e manter a tranqüilidade da esperança, demonstra a verdadeira, a mais difícil, dolorosa, resignada, porém incrivelmente recompensadora FÉ.


Gil Façanha

domingo, 19 de julho de 2009

Ser complexo


Que complexidade é essa que define o ser humano e que os confundem tanto, traduzida nesta dualidade de desejos e sentimentos que os alimentam em busca de algo grandioso que se chama “felicidade”?

Dizem que os olhos falam muito dos sentimentos de uma pessoa, mesmo que em igual momento, possa se negar muito com os lábios. Que necessidade é essa que nos faz pensar que um olhar seja capaz de dizer tudo? O que nos garante que ele não esconde mais do que revela?

Muitas vezes, sentimos aquela vontade faminta, pois que nos consome, de sabermos com ênfase em cada importante palavra, o que se torna real diante das revelações de um ser corajoso o suficiente para se apresentar diante da vida, sem o temor da morte...da morte do amor, da esperança, da expectativa muitas vezes exageradamente sentimental, posto que somos seres por natureza, dependentes de carinho e atenção.

Cada atitude duvidosa, cada palavra escondida que se materializa em meio a um suspiro a ponto de quase conseguirmos ler, interpretar as intenções que se escondem por trás daquele sufocante nó que se sente no peito, nos dá a falsa e acalentadora sensação de que finalmente sabemos o que está sendo dito, nos fazendo esquecer que nem sempre é o mesmo que está sendo sentido. Em momentos assim se perecebe a complexidade de ser simples.

Sonhamos com tantas coisas, lutamos por elas, mas o cansaço as vezes parece em algum momento QUASE nos vencer. Precisamos mesmo começar a nos olhar “por outro ângulo”. Esperamos sempre algo de todos que nos rodeiam. Dizemos que não! Mentira! A complexidade humana nos leva muitas vezes por um caminho, onde só conseguimos enxergar uma única mão (direção), porém quando essa via tem mão dupla, não percebemos que aquilo que nos aflige, nos incomoda, ignoramos de certa forma, é muitas vezes, aquilo que temos em nós mesmos ou exatamente aquilo que damos aos outros e que parece tão duro quando vêm em nossa direção.

Objetividade confundida com grosseria, carinho que confundem amizades, paixões sufocadas, erros dos outros que muitas vezes parecem acertos quando são nossos.

Como posso ser, enquanto humano, portanto passivo de erros, falhas...tão exigente com aqueles que conquisto e que fazem de mim um ser conquistado? Como posso de forma tão intransigente, esperar que os outros sejam exatamente como acho que deveriam, se o que eles esperam de mim me incomoda tanto?

Como posso me julgar tão objetivo se tantas vezes sou capaz de esquecer que o significado da palavra “objetividade” vem acompanhada de “qualidade”...a qualidade dos sentimentos, atos, intenções, a qualidade da aceitação, e que para tal, preciso começar por mim mesmo?

Ser complexo, é ser “humano’...ser “humano”, ainda é buscar a aceitação da minha objetividade mesmo que não consiga aceitar nos outros. Gosto das coisas claras, ainda que não tenha a menor intenção de esclarecer nada.


Gil Façanha

sábado, 18 de julho de 2009

Metade de Mim



Neste quarto há um vazio.
Olho para o lado e não vejo nada!
Onde está essa parte de mim?

Ando pela casa a procura de algo e nada encontro!
Que parte é essa que não vejo?

Tantas coisas se passam a minha volta, carros, cores, luzes, correria, e não sinto nada.
Que parte é essa que leva meus sentidos?

Vou, venho, quero, não quero, tenho, não tenho.
Que parte é essa que me confunde com sua ausência?

A noite vem novamente, mais um dia se vai,
Penso, desejo, me amo,
e nesse orgasmo de sensações, comemoro um dia a menos, choro por um dia a mais.
Quero ter essa metade de mim
Quero ter algo assim que me traga você
Quero teu amor e teu sexo
Para que eu possa ser eu por completo.


Gil Façanha

Escrito há nove anos em um momento de saudades daquele que é hoje meu Marido.





quarta-feira, 15 de julho de 2009

Buscando um caminho



Diante das inevitáveis mudanças que andam me confrontando, sinto-me fortemente agredida pelas angústias que corroem algumas das minhas mais jovens esperanças.
Meu olhar que atravessa a todos que julgam me conhecer, não revela nada! Vejo o horizonte que se constrói por trás das paredes que me cercam. As mesmas paredes que anseio um dia ultrapassar.
Minha audição perfeita enche minha mente de desejos. Tenho sonhos... Dos outros ... Os meus!
A minha realidade se mistura ás vozes que amigavelmente reconheço. Desejo desesperadamente chegar a algum lugar.
Ouço, imagino, sofro, choro, duvido, questiono as escolhas que surgem das mais belas fontes que ainda não conheci. Onde mesmo tenho que ir? Nem mesmo sei onde estou. Se alguém me indicar a direção... Eu vou!
Inspirado em Patty.
Gil Façanha

Minhas impressões em você



Existe uma grande vantagem em ser uma pessoa analítica. Sentar no canto da sala, em silêncio, na intenção de passar despercebido aos olhos dos presentes e apenas, observar... Nos trás uma pequena vantagem diante daquelas pessoas que pensam que tua quietude, reflete tua personalidade e que por isso te julgam frágil, sem defesa, sem força.
Por algum tempo, você está lá... Olhando, analisando, medindo o espaço pra saber até onde é mais adequado ou seguro chegar, as pessoas em quem aparentemente você pode confiar ou ao menos se permitindo descobrir até que ponto e a quem vale mesmo a pena dar crédito.
O tempo passa você começa a se mostrar simpático, companheiro, aberto a novas amizades e sempre ausente dos grandes conflitos. Todos pensam que não há nada de extraordinário ali. Podem falar alto, ignorar tua presença, te olhar de cima mesmo que aparentemente eles estejam em baixo.
Um belo dia, quando você se cansa do tédio da simples observação e sente aquela estranha força que te chama pra vida e te força a tomar posições, a dar opiniões, todos se chocam. Derrepente parece que você é aquele famoso lobo em pele de cordeiro.
Não é incrível a medida de cada um? Por que será que para algumas pessoas só há um peso, uma única medida? Somos por natureza, seres que se adaptam... Sou por natureza, aquilo que despertam em mim. Cultivo a maturidade da observação, a curiosidade de descobrir até onde estou certa em minhas impressões, a sabedoria de adotar a convivência com a paz, a pureza dos que se entregam as amizades como fonte de energia trocada e diariamente renovada.
No entanto, cultivo também a indignação com a falsidade, a natural explosão gerada pelas injustiças e o defeito do perfeccionismo que parece encantar alguns e despertar a inveja de outros.
Ok! Desculpe-me, é assim que sou. Estou no mundo tentando ser o melhor que puder ser. Tenho meus princípios e procuro defendê-los. Não esperem que eu baixe a cabeça durante todo o dia. Haverá momentos nos quais não poderei me calar. Não tenho a intenção de agredir, mas a de progredir. Não espero que entendam, desejo apenas que respeitem.
Não busco a sorte, busco o mérito que vem com o trabalho digno e com o resultado das boas intenções. Se não puderem entender que cada pessoa é um ser com qualidades diferentes e que, portanto precisamos aprender a lidar com essas diferenças... Não há problema! Continuarei subindo enquanto alguns param pra julgar os que por eles passam.
Não se preocupem! Tenho mesmo a pretensão de lhes dar muito assunto pra falarem do que acham que sabem de mim. Se algum dia me virem muito distante, não temam! O mundo dá voltas... Agente se vê por ai.
Gil Façanha

terça-feira, 14 de julho de 2009

Rosas que deixam marcas





Tantas coisas deixei pra trás, tantas coisas que não existem mais. Olho fixo para um ponto onde posso com a mente viajar. Deixei tanta criatividade, tanta oportunidade passar. Perdi minha identidade, nem sei mais como me chamar... Gastei a tinta de uma caneta que parecia nunca acabar.



Escrevi, cantei, compus serenadas que nunca toquei... Onde estão minhas letras? Onde está tudo o que sonhei?



Os pensamentos me seguem aonde vou... Sentimentos que definem onde estou... Sabedoria que conquistei com a dor... Dúvidas que me trouxe o amor.



Levo as cicatrizes que conquistei abraçando rosas... Os espinhos me deixaram marcas horrorosas. As pétalas usei para me curar... Mas as marcas... Essas para sempre no meu corpo irei levar.
Gil Façanha

Tempo



Nas etapas que vivemos na vida, não sabemos aonde iremos exatamente chegar.


O tempo, inimigo da angústia, amante da esperança, desfila diante do nosso arregalado e impotente olhar.


Parece que nos mostra com deboche que só ele sabe tudo o que vamos passar. Não adianta questionar, gritar, desfalecer de dor, ser feliz de amor.


O tempo, senhor de todos os dias e horas, é implacável com a pressa, com a ânsia das novas descobertas, com as revelações enlouquecidamente esperadas, com as verdades das grandes promessas.


O tempo, que não sabemos o que é... Se chamamos coisa, homem ou mulher... Esteja você onde estiver.... Você não tem como evitar... Ele está em todos os ângulos que quiser olhar.


Do ponto da estrada onde estou, olhando duas faces... De onde vim... Pra onde vou... Vejo que quase desenha um futuro. Certeza não tenho, não há caminho exatamente seguro.


O torturante tempo, parece querer brincar! Passa quando eu não quero, e quando quero... Brinca de se arrastar.


Tudo bem, você venceu. Esperava não precisar por ti, esperar... Mas o tempo é meu, portanto mais ninguém pode ajudar. Estarei aqui, seguindo os rastros do que parece me pertencer, alimentando a doce ilusão de que algum dia poderei vencer.


... Se convincente o tempo for, eu irei com paciência por ele aguardar... Se paciência eu não tiver.... Que pena... Não há nada que o tempo faça pra me agradar.
Gil Façanha

Temporal



Por trás da proteção que eu poderia facilmente dispensar, admiro tua beleza, tua força, tua frieza que ao mesmo tempo é capaz de me despertar sentimentos tão calorosos.
Não me assusto com tua capacidade de me manter estática, represada como eu nunca poderia fazer contigo.


Não tenho como te segurar comigo. Foges por entre os dedos, não há consistência no teu toque. Mas o teu cheiro...Ah, teu cheiro me remete à infância. Àquele tempo onde eu já te buscava com ansiedade e guardava o aroma da tua breve e intensa visita, para que dá próxima vez, eu pudesse me preparar, antes mesmo de você chegar.

Hoje, ainda meio sem saber o por que...Me protejo de você. Ainda sinto sua chegada, pois aquele cheiro ainda está em mim e o coração acelerado, denuncia sua visita que me agrada, como sempre. Mas agora, não corro mais ao seu encontro. Me defendo de ti, por que os meus “inadiáveis” compromissos exigem que eu não dedique mais o meu tempo à você. Me obrigam a negar o teu convite, e ainda com o olhar de saudade, de quem realmente pede aquilo que na verdade não deseja, te digo pra partir. Pareço não ter mais tempo pra você, mas acredite, é apenas a rotina do dia-a-dia que me obriga a isso, e como sempre, quando você finalmente me obedece e se vai levando consigo todas as minhas melhores memórias... Boto os pés no chão, me sentindo mergulhar nas doces lágrimas de quem não encontrou o que aparentemente veio buscar.

Sentindo ainda uma brisa frágil que traz com ela alguns resquícios do que ainda é você, me sinto ridícula quando me percebo satisfeita em ter tão pouco de ti. Tento me consolar novamente, me convencer de que apesar das constantes despedidas, basta aguardar mais uma noite de inverno ou tua visita surpresa em noite quente, para que eu possa ter mais uma chance de correr ao teu encontro, ou simplesmente, me proteger mais uma vez da tua força e no meu insignificante lugar na tua vida...diante da tua vinda...Eu possa ao menos te admirar, e com tua beleza exibida diante dos olhos dos que se deslumbram ou se assustam com o teu poder, eu consiga algum dia, ao menos por um breve momento, ter aquele antigo contato íntimo contigo, para lembrar daquela época onde você...CHUVA... Fina ou temporal era apenas sinal de fertilidade.



Gil Façanha

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