Sejam bem vindos pra dentro de mim. Aqui, estou expondo emoções, revelando minha alma, compartilhando com carinho... Publicando sentimentos. (Gil Façanha)

sábado, 28 de maio de 2011

Ser real





Não! Não sou sonho.
Sou real como as virtudes,
Salvadora como o desapego
Sou a total força da compreensão.


Não! Não sou uma suposição da existência dessa persistência em ser quem sou.
Sou a fonte do sorriso fácil, sou ausência do medo, o alívio da dor.


Tornei-me o reflexo do mundo
Pois do mundo, hoje sou o que ele mesmo criou.


Mas de verdade...
Tenho uma imensa fome de ser natural
De ser real
De não me esconder de mim,
Em meus internos recantos.


Quero a verdade do ser, sem nenhuma condição
Sem a existência do contudo, 
Todavia ou entretanto




Gil Façanha

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Essa tal felicidade



E chegará o dia em que minhas verdades não mais machucarão por que não serão mais ditas, e ai terei a certeza da ausência da mágoa, do coração iludido, do amor menos perdido, e do  carinho eternizado pela falsa sensação de que toda verdade dita é apenas essa real mentira que resolveram adotar para acreditar que tudo isso vale a pena.

Ainda virá o dia em que fingirei estar sendo o que sou, quando na verdade já não estarei em mim, já não serei nem o meu pior, e nem o meu melhor, por que tudo que sou de mais sublime está acorrentado a essas tais verdades que um olhar suplicante, me implora para não serem gritadas, afim de não estar certo de que aquilo que conheceu e amou, é apenas um espelho d’água desse rio que sou, que quando submerso em mim, revelam correntezas e uma turbulência desorientadora para quem não souber nadar nessa paisagem tão bela, tão profunda, tão confusa, tão instigante, tão esmagadora, tão apaixonante, tão ilusória, tão eu.

E haverá esse tal fatídico dia em que por te fazer feliz, já não serei ninguém, por que te quero feliz, e pra isso preciso mudar. Esse momento chegará, onde não poderei sustentar a amarga mentira de ser realmente egoísta, e irei parar de lutar pra me convencer de que sou traiçoeira, ou passarei a te revelar a ridícula verdade de que sou tudo o que pareço, de que não há mal do qual padeço, e assim morrer dentro de mim, pra renascer no que precisas e só então, descobrir a tua verdadeira felicidade, no meu falso sorriso feito da saudade daquilo que nunca consegui ser.


Gil Façanha

domingo, 22 de maio de 2011

Nascer poeta



Buscando entender o prazer que sentia ao descrever suas mais intensas emoções, concluiu que ela mesma, só poderia ter nascido do encontro de dois amantes, que buscando rimas perfeitas, uniram seus corpos em versos dando origem a poesia da vida.
Não havia como não nascer poeta!

Gil Façanha

sexta-feira, 20 de maio de 2011

Sou o que sou... Não o que pareço.



Quero tentar diferente!
Emergir das correntezas da vida
Pisar na margem desse rio de emoção
Quero tocar a areia úmida
E sentir o vento com aroma de solidão.

Quero renascer fora de mim
Assistir-me com olhar de platéia
Imaginar o que eu faria se eu fosse eu
E saber se de mim mesma, faço alguma idéia.

Dos julgamentos que fazemos,sem ter direito algum...
Quero saber se daquilo que sou, faço ao menos um.

E sendo eu o único ser capaz de julgar se valeu a pena chegar onde tudo isso me levou
Declaro que apenas eu, posso entender a beleza e a dor de ser o que sou.


Gil Façanha

quinta-feira, 19 de maio de 2011

Amor ou posse?



Sua visão foi roubada. Olhos vendados pela angústia da inferioridade imposta e admitida por ela mesma. Era uma dor sufocante, uma necessidade castigante de atravessar a névoa que existia em seu caminho. Cegueira causada pela mais insensata emoção. Do lado de fora, aquilo parecia loucura... Mas pra quem sentia por dentro, era o amor gritado, a permanência eterna exigida, o medo do abandono inesperado, o ego inadmissivelmente ferido. Havia naquela forma de amar, algo de posse refletido naquela sensação esmagadora que lhe tirava o ar do peito.
Para ela, ele a pertencia como a mais valiosa dádiva da vida, e dele, era esperado tudo o que ela mesma entendia como ideal. Enquanto que para ele... Ela era a enganosa possibilidade em ser ele mesmo, sem julgamentos ou condenações, livre de quaisquer expectativas vãs e injustas para qualquer mortal.
Ela o via como o reflexo de seus desejos, ao mesmo tempo em que ele queria apenas ser feliz ao seu lado. E assim, em direções opostas, ainda que lado a lado, por orgulho e incompreensão... Aquele amor foi condenado ao inferno, onde o ciúme foi a porta de entrada.


Gil Façanha




domingo, 15 de maio de 2011

Perdido no escuro





Ele estava submerso em seu sentir sem sentido para quem o assistia afogando-se na escuridão de suas certezas. Seu mundo sempre foi particular. Obscuro, iluminado em alguns poucos momentos, por um facho de luz que irradiava do branco de seus dentes ante a um raro momento de felicidade tão passageira, que lhe custava segundos depois, lembrar a razão de tal sorriso. Era uma solidão imposta por sua mente, tão poderosa, que superava sua vontade de mudar. Suas buscas eram desesperadoras, seu entendimento era uma caixa vazia, restando apenas a dilacerante necessidade de ser feliz sem saber como.
Havia muita clareza no seu querer... Ainda que toda ela, tenha sido ofuscada pelo medo em pagar o preço, embora justo e recompensador do enfrentamento esmagador de suas escolhas. 




Gil Façanha

sábado, 14 de maio de 2011

O prazer da inspiração



Fui invadida pela inspiração!
Ela tinha cor de paixão
Cheiro de pecado
Um ar de desejo insano
Um toque intenso
E a visível pretensão de me fazer ter orgasmos em letras.


Gil Façanha

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