Sejam bem vindos pra dentro de mim. Aqui, estou expondo emoções, revelando minha alma, compartilhando com carinho... Publicando sentimentos. (Gil Façanha)

quinta-feira, 24 de março de 2011

Caio Fernando de Abreu.



“Eu te amei muito. Nunca disse, como você também não disse, mas acho que você soube. Pena que as grandes e as cucas confusas não saibam amar. Pena também que a gente se envergonhe de dizer, a gente não devia ter vergonha do que é bonito. Penso sempre que um dia a gente vai se encontrar de novo, e que então tudo vai ser mais claro, que não vai mais haver medo nem coisas falsas. Há uma porção de coisas minhas que você não sabe, e que precisaria saber para compreender todas as vezes que fugi de você e voltei e tornei a fugir. São coisas difíceis de serem contadas, mais difíceis talvez de serem compreendidas — se um dia a gente se encontrar de novo, em amor, eu direi delas, caso contrário não será preciso. Essas coisas não pedem resposta nem ressonância alguma em você: eu só queria que você soubesse do muito amor e ternura que eu tinha — e tenho — pra você. Acho que é bom a gente saber que existe desse jeito em alguém, como você existe em mim.”

Caio F. Abreu


Parindo emoções




Queimo-me em meu próprio calor, Derreto frente aos teus olhos frios. Transformo-me em cinzas para renascer, parida do que fui, para enfrentar o que me transformei. Asas partidas pelas idas e vindas a um paraíso preso ao meu inferno particular. E agora, jogada ao chão, indo com a fumaça, sendo levada na contramão, vou respirando fundo, tentando não sofrer com meus anseios em combustão.

Hoje só minha mente alça vôos audazes, hoje sou meu próprio abismo e me reconheço no simples ato de me procurar. Preciso-me, nem sei pra que, só sei que preciso. E de mim, apenas de mim, quero precisar.

Não sou e nem serei a salvação dos que por mim gritam, pois já sou minha própria perdição naquilo que busco. Sussurro em meus abismos que de tão profundos, ecoam as dores que guardo em mim. E por ousar descobrir que ninguém entenderá a vazão da minha alma... Queimo, congelo, das cinzas renasço, buscando trazer das minhas angústias, o adubo da minha própria calma.

Gil Façanha

segunda-feira, 21 de março de 2011

As faces de uma poetisa


Sou tantas coisas antes de ser poeta!
Sinto antes de escrever e em cada verso que rabisco, ganho mais uma chance de surpreender.

Não tenho apenas um estilo, se o tivesse, cairia em contradição
Porque poeta escreve com a alma aquilo que sai do coração.

Não escolho as emoções que me dominam, a vida me leva pra onde ela bem quer.
E brincando de ser poeta, vou me revelando como mulher.

Em minhas letras falo da vida, do amor e da paixão de pele.
Nos lugares onde eu me escondo, deixo os versos que me revele.

Gil Façanha

quinta-feira, 17 de março de 2011

O preço das minhas verdades



E agora eu fico aqui, fingindo que sei de mim de tal maneira que poderia decifrar-me e fazer-me entender. Mas não há o que dizer! Nessa solidão em ser quem sou, simplesmente encontro-me inexplicável. Tornei-me uma incógnita tão grande, que nem meus momentos de lucidez arrancam-me desse vazio onde minhas descobertas me jogaram. A ignorância e a ilusão, às vezes fazem bem. Eu vi demais, compreendi demais, e hoje vejo-me submersa na solidão da minha auto-revelação. Descobri minhas próprias verdades e agora elas me torturam cobrando-me uma atitude que ainda não posso ter. Ah, doce ignorância que me mantinha a salvo. Que saudade eu sinto de você.

Gil Façanha


"A mente que se abre a uma nova ideia jamais retorna ao seu tamanho original."
(Albert Einstein)

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