Sejam bem vindos pra dentro de mim. Aqui, estou expondo emoções, revelando minha alma, compartilhando com carinho... Publicando sentimentos. (Gil Façanha)

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Indefinida Insatisfação




Não sei o que é!
Só sei que aqui está.
É uma sensação invulgar, que implode nas entranhas,
Espalhando uma angústia tamanha que quase não posso suportar.
É um querer sem saber,
Um desapego do agora... uma vontade de ficar... uma aflição pra ir embora.
É qualquer coisa sem definição,
Um trem sem estação,
Ou quem sabe apenas um vagão vazio.
É como estar sob o mais forte sol, e quase morrer de frio.
É ter assunto e não saber como falar,
Estar ao alcance e não poder tocar.
É ter o tema, e não escrever,
É se saber poeta, e não conseguir a poesia conceber.
É como seguir sem direção,
É qualquer coisa indecifrável,
Uma sensação forte, mas que chega de maneira afável.
É saber o que fazer, mas não saber como,
É o tanto faz ser aqui ou acolá...
É qualquer coisa que apenas há.
É algo que me deixa assim:
Sem rumo, sem destino, sem saber como lidar com o que está em mim.


Gil Façanha

quarta-feira, 8 de fevereiro de 2012

Insensato desejo



Recai sobre mim o desejo,
O afã de tocar teus lábios num ímpeto beijo.
De abraçar teu abraço, estreitando-se laços,
E no calor dos teus braços, deleitar-me em ínfimo espaço.

Apoderou-se de mim a saudade,
Banhando-me dessa necessidade,
De entregar-me a essa louca vontade,
Lascivo querer, vestido de insana voracidade.

Escorre do corpo a emoção,
Da pele à alma, dos olhos ao coração...
Dos poros, salgado tempero de paixão,
Extraído pelo toque perfeito das tuas mãos.

Desliza entre os lábios a avidez,
Da língua que sente do teu sabor a escassez,
Do amor que fizemos sem timidez,
Da louca pretensão em ser tua outra vez.

Mas façamos do último encontro, sede que só tempestade pode saciar,
Um encontro entre  rio e mar,
Fome que só teu corpo me pode matar,
Tatuagem  na carne, pra nunca apagar. 

Gil Façanha

terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

A morte



EM HOMENAGEM A CRISTINA LURDES DO NASCIMENTO.
*03/09/1964
† 07/02/2012



Infame, traiçoeira e vil...
Findas a esperança, tece a trama.
Perigosa, de forma sutil,
Enigmática e sorrateira, a ninguém ela ama.

Tantas faces, nenhum rosto,
Leva amor e põe dor em seu lugar.
É destino deixando desgosto,
Não há quem possa, dela escapar.

Tão ardil, em fina teia,
A poucos dá tempo de um adeus sussurrar.
Embora nos corra vida nas veias,
Impiedosa, nos leva pro mesmo lugar.

A dor e a lembrança pra nós que ficamos,
Mata-nos um pouco a cada lágrima que cai.
Um último olhar a quem tanto amamos,
Adeus aos irmãos, rumo aos braços do Pai. 


Gil Façanha

Esteja em paz, Cristina. Aqui fica a saudade e a esperança de um novo abraço, em uma nova vida.

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