Sejam bem vindos pra dentro de mim. Aqui, estou expondo emoções, revelando minha alma, compartilhando com carinho... Publicando sentimentos. (Gil Façanha)

segunda-feira, 16 de maio de 2016

O QUE ÉS, POR FIM?








É rio... Vale que me valha mais paisagens sobrepostas no disfarce do olhar que sôfrego, implora pelos antigos verões com ventos de outono que trazem consigo a beleza pura da impureza dos desejos condenáveis e tão sacrossantos em meu altar.

É mar... Correntezas que afogam a razão de ser menos emoção e submerge geleiras, tragando toda calmaria para ressurgir em chamas, caldeiras vertendo a nobreza de um querer adormecido. 

É alma... tão etéreo quanto humano. Tão inevitável, impetuoso e fluido nas versões de mim que navega em minhas veias, sem leme, sem destino, arrastando consigo barreiras, demolindo qualquer resistência imposta pelo tempo que me trouxe até aqui.

É madrugada depois do meio dia... é pura escuridão sob o sol, quando a luz se esvai do meu peito depois do calor das horas vividas e que estarão 'Ad aeternum', travando a guerra dos anjos, entre o espirito e a pele, para que no fim se revele a real natureza do ser... Enquanto ao longe imagino quantas noites aqui dentro valeriam os sois que queimam quando estou com você.


Gil Façanha

domingo, 17 de janeiro de 2016

Nada é para sempre


 

Não há infinito além do ser que habito,
Das memórias que se eternizam em mim.
Não há nada lá... além do depois,
No talvez das escolhas, nas chances que não voltam mais.
Não há nada além do agora....
O passado já foi embora, o futuro é vã ilusão.
Não há infinito além dos meus desejos,
Além das lembranças dos mais doces beijos,
Das bocas que me marcaram os lábios de paixão.
Não há infinito apenas porque quero,
Ou se me desespero na ânsia do eternamente.
Não há infinito na falta do sentir ou se muito sente.
Não há nada além dos sentidos...
Nada além do saber inédito que só o espírito propõe.
Aquém da vida...
Não há único infinito que se supõe. 


 Gil Façanha

Autoconhecimento




De tanto buscar-me, encontrei-me perdida...
Entre argumentos que não sei usar,
escolhas que não sei fazer,
absorvida pelos desejos que não ousei viver.
Encontrei-me na ponta da faca que rasga a alma,
no sulco da pele ferida,
que quase morta, anseia o toque da vida.
Resgato a consciência de mim, do tempo que passa
não sem razão, mas que faz de minha espera
quimérica profecia que nunca se cumpre.
Há entre o que me tornei e o que ainda serei,
enigmas que surgirão a compor esse ser que fita
os olhos da covardia e reconhece seu maior inimigo
no reflexo do espelho, que sábio, sussurra de volta:
“Conhece-te a ti mesmo”.


Gil Façanha

Conhece-te a ti mesmo" é um aforismo grego que revela a importância do autoconhecimento, sendo uma frase bastante conhecida no ramo da Filosofia. Não há certeza absoluta em relação a quem foi autor desta máxima, mas há vários autores que atribuem a autoria da frase ao sábio grego Tales de Mileto. Apesar disso, existem teorias que afirmam que a frase foi dita por Sócrates, Heráclito ou Pitágoras. O aforismo "Conhece-te a ti mesmo" está inscrito na entrada do templo de Delfos, construído em honra a Apolo, o deus grego do sol, da beleza e da harmonia.
A frase completa é: "Conhece-te a ti mesmo e conhecerás os deuses e o universo."
Fonte : http://www.significados.com.br/conhece-te-a-ti-mesmo/

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