Sejam bem vindos pra dentro de mim. Aqui, estou expondo emoções, revelando minha alma, compartilhando com carinho... Publicando sentimentos. (Gil Façanha)

domingo, 23 de outubro de 2011

Perdoa-me


Perdoa-me se não sou aquele amor tão esperado,
Se a minha doçura se foi com o tempo.
Posso não ser ideal para estar ao teu lado,
Mas isso é reflexo de antigos momentos.

Perdoa-me se te pareço vazia, se não sou o que tanto queria,
Se o meu carinho se tornou frio feito brasa molhada.
Mas não sabes o que  aquele amor me fazia...
Na verdade, do que sou ainda não sabes nada.

Mas te confesso que aquele fogo está apenas adormecido,
Que embaixo desse pó ainda há algo que teima em arder,
E se fores também o meu amor pretendido,
Revelarei tudo que escondo, para o teu bel prazer.

E se tiveres paciência, independente do que pensas,
Nosso futuro, a vida nos revelará.
E talvez se houver em ti a coragem de não mais recuar,
Descobriremos se é nosso destino, nessa paixão nos queimar.




Gil Façanha

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

por que me cativas?



Diante do teu olhar encantado, derrubo as muralhas que por tanto tempo cultivei. Meus sentidos reverenciam a atenção que me concedes e a cada bom dia, mais um sol nasce do meu sorriso anoitecido pela saudade. Há em teu toque quase real, um quê de um desejo diferente.... Desses que invadem corpo, alma e mente.
Mas ao abrir da janela por onde te deixo entrar nesse paraíso que se perverte ante aos pecados teus, sinto-me invadida por um sopro de promessas curtas, que feito furacão te leva da minha presença. E como quem acorda de um dèjá vi,  parada nesse mesmo lugar, percebo que tu, como quem planta flores sem a intenção de regá-las,  se vai como quem nada fez, como quem nada disse.
Feito miragem, te vejo ao longe transformando-se em horizonte sem nunca olhar de verdade, a paisagem na qual me transformei. E na repetição dessas horas, sorrindo quando chegas e entristecendo-me quando vais embora...  A cada novo por do sol, renasce a mesma interrogação:

- Afinal de contas... Por que me cativas?  

Gil Façanha


Texto inspirado na famosa frase de Antoine de Saint-Exupéry, dita pela raposa do livro "O pequeno príncipe": "Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas."

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

Viajante das letras.




(Aos amigos poetas)


Poeta...
Decifrador de esfinges, conquistador de almas,
Artista das letras, criador de emoções.
Em seus versos há angústia, ou a mais profunda calma,
Transpassando em rimas os leitores corações.

Da vida sabe de tudo um pouco, mesmo sem nada dizer,
Vaga pelo mundo aprendendo qualquer lição.
Pra compor seus sentimentos, ele se põe a viver,
Ainda que seus passos sejam pura imaginação.

Ser errante, visita planetas, viaja por todos os mares,
Na embarcação das letras, com ventos de poesia.
Suas velas, rimas soltas o leva pra tantos lugares,
E se deixa inspirar por essa poética ventania.

Seu navegar não tem limites, vai do ocidente ao oriente,
Enfrentando tempestades com olhar de visionário.
E plantando sentimento como quem planta uma semente,
Vai fazendo do ser poeta, o seu próprio relicário.



Gil Façanha



terça-feira, 18 de outubro de 2011

Fruto imortal



O poeta morre.... A poesia, jamais.
Primeiro fruto de um caso de amor entre as emoções e as letras.
Gil Façanha, gerando poesia em FAÇANHAS POÉTICAS. 

(Lançamento em breve)

domingo, 16 de outubro de 2011

Almas livres (Dueto)



Porque negar toda a minha diferença,
se ser diferente é o que me trás aquele iluminado sorriso?
Porque enjaular a minha alma, como se bastasse pra te trazer calma,
Roubar-me aquilo que tanto preciso?

Porque pedir perdão em ser especial,
se na especialidade do diferencial, somos verdade e poesia?
Deixar minha alma voando no céu da inspiração,
Levando consigo meu corpo em toda direção, era apenas o que eu mais queria.

Não pretendo parecer normal,
E desejo que meus anseios não sejam entraves para saberes amar.
Pois de uma jaula, passarinhos fogem voando,
E ao ninho da liberdade, eles retornam pra repousar.

Mundo fulcrado em padrões, saí do molde e me dei forma,
Rompi paradigmas e grilhões, sou alma, sou alma!
Subi aos céus desci ao inferno, debatendo minhas inquietações.
Busquei caminhos paralelos, em prol de minhas satisfações.

Hoje sou clara amanhã escura, sem ritmo certo cadenciado.
Não sou sã nem louca, sou um ser em mim diferenciado.
Canto o que as vozes falam, em minha diversidade.
Sou amor, paixão e desejo na mais pura intensidade.

Que falem já não me importo, resolvi me dar ao luxo,
De ser completa na ausência, repelir o olhar do bruxo.
Lutei a minha batalha, qual guerreira sigo indecisa,
Por hoje dou-me satisfeita na saga de ser poetisa!


Gil Façanha

Mirian Marclay Lemos Melo

sábado, 15 de outubro de 2011

Poesia de Gil Façanha abrindo o Jornal da cidade online


POR: Maria Catherine Rabello


SÓ POESIAS: “AMOR LIVRE”

O amor é livre e todo mundo é livre para amar… Ame sem ódio e seja livre sem tirar a liberdade de seu semelhante. Cada vez mais cheio de amor, cada vez mais livre, assim é o nosso espaço poético.Nesta edição a abertura é de Gil Façanha.
A seleção das poesias é de Maria Catherine Rabello.


quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Eles venceram

Inspirado em Lú Vital.

Lamento que me deixes  e não creias mais nesse amor,
Que me condenes a viver de esperança.
Que decida transformar a nossa vida em dor,
Que nossa história já não pese mais em tua balança.

Entristece-me tua imagem confusa,
Sem saber pelo que lutas, ou contra quem é essa batalha.
Já não posso entender tua recusa,
Nem me permito aceitar tuas migalhas.

Falaram-te que não te sirvo, que esse amor é pecado,
Que amar assim não é certo, que eu te faria mal.
E me pergunto se esses que estão ai ao teu lado,
Entenderam algum dia, de amor afinal.

Questiono o que vivemos, se foi para você tudo foi pra mim
E vou fingindo que tua amizade me basta,
E levando no peito essa mentira feito cupim,
Sigo com a certeza que a falta do teu amor, o meu peito devasta. 




Gil Façanha



quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Súplica de amor



Tanto andei a tua procura, amor singular...
Que em busca desse encontro, me perdi.
E os ventos que sopraram minha alma,
Entregaram-me ao cansaço e me rendi.

E nas ruas que vaguei em noites frias,
Entreguei-me às vielas da paixão.
Sem saber que era vazio o que eu tinha,
E ao fim restava apenas solidão.

Procurei em cada canto da cidade,
Em tantos bares e festejos do lugar,
Não sabia que era pura vaidade,
Ter a pressa e não saber como esperar.

Estou tentando merecer tua presença,
Esperando um presente de Deus pai.
Já nem sei se eu duvido ou se há crença
Mas te suplico meu senhor.... Vos apressais. 


Gil Façanha

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Amor livre



Que seja livre o nosso amor,
Que nos liberte para voar,
Que seja ausente de qualquer dor,
Que não necessite de amarras para amar.

Que sermos quem somos, seja divino,
Longe de qualquer julgo ou condenação,
Que o amor seja livre indo e vindo,
Que não nos condene a nenhuma prisão.

Que você vá e venha quando quiser,
Fazendo de mim o teu perfeito cais,
Que sejas meu homem e eu tua mulher
Sem nos sentirmos em cárcere, jamais.

Que estejamos juntos ainda que separados,
Que tua ausência não signifique tormento,
Pois quando se ama, se está lado a lado,
Ainda que a saudade se torne um lamento.

Busquemos do amor sua intenção pura e simples,
Entendendo que com ele vem a liberdade,
Pois quem aprisiona e ama com posse,
Ainda não sabe na vida o que é amar de verdade.

Gil Façanha




Poesia destacada no jornal da cidade online (Mato Grosso do Sul)


sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Mar de paixão



Nessas águas que me levam, naveguei em muitos mares,
Águas revoltas e outras calmas.
O bem que me sustenta, travou batalhas com teus males,
Que insistiam levar ao fundo a minha alma.

Tuas águas tão tranquilas, espelho d’água que me encantou,
Escondia a correnteza, que para o fundo me arrastou.
Acreditei nos teus encantos, senhor dos mares e das marés...
Encantei-me com teus olhares, sem saber como tu és.

Entreguei-me e naveguei entre pedras e temporais.
Teu amor com dentes fortes arrancou-me tantos ais.
Mergulhei fundo, pedi socorro, e cantei feito sereia,
E ao invés de te atrair, acabei por me render na  areia.

Tua força inegável foi maior que meu poder,
E minha sina parecia morrer atada ao teu abraço.
Mas num golpe de sorte, onde a vida derrotou a morte...
Afoguei-te no meu peito e desatei todos os laços.



Gil Façanha

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Aos teus pés



Venha... Faminto devore meu peito
Estraçalhe, deixe em migalhas de qualquer jeito.
E ao fim, deixe que eu limpe os grãos,
Que por ventura ainda restarem no chão.

Transpasse meu corpo marcado,
Com todas as armas que um dia te dei.
Alimente-me de falsa esperança,
Me fazendo esquecer todo mal que me fez.

Extraia do meu coração o desespero que não te posso explicar.
Morda se te agrada o gosto da dor, não se acanhe em saborear.
Relembre os nossos momentos, me faça pensar que existe saudade.
Iluda-me, me use e me deixe,  pois não há em teus atos qualquer piedade.

Preciso ver essa cena, tua maldade sem pena,
Destruindo  a quem pode te amar.
Aproveite esse momento de agora, porque depois de ir embora,
Lutarei para não mais me entregar.

Mas por hora vou me render sem rodeios,
Para ter toda certeza daquilo que és.
E provando do mesmo veneno,
Talvez algum dia eu consiga, em outro momento, não estar aos teus pés.


Gil Façanha


domingo, 2 de outubro de 2011

A melodia de um reencontro



Feito música, tua voz em notas graves invadiu a minha alma
E meu peito acelerado descompassou nessa canção.
Entre bemóis e sustenidos, te ouvi pedindo calma,
Ao ler feito partitura o som da minha inquietação.

Entre passos e compassos,
Revivi nossa antiga melodia.
Te senti mais uma vez no meu abraço,
E dançamos como fora no primeiro dia.

Mas na escala da esperança,
Não ouvi agudo tom.
Pois teu grave, tão contido,
Me negava audível som.

E no fim dessa canção, composta em um reencontro,
Não fizemos com sucesso, esse dueto lado a lado.
Pois notando a ilusão em teu olhar se despedindo,
Minha boca solfejou mais um adeus desafinado.


Gil Façanha

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