Sejam bem vindos pra dentro de mim. Aqui, estou expondo emoções, revelando minha alma, compartilhando com carinho... Publicando sentimentos. (Gil Façanha)

sábado, 23 de julho de 2011

Nós dois merecemos mais



Nós dois merecemos mais...
Mais que viver com medo
Mais que estar entre segredos.

Nós dois merecemos mais...
Mais que apenas querer ficar
Mais que somente pensar em mudar.

Nós dois merecemos mais...
Mais que fingir que está tudo bem
Mais que estarmos juntos e no fundo não termos ninguém.

Nós dois merecemos mais...
Mais que viver de boas lembranças
Mais que temer perder a esperança.

Nós dois merecemos mais...
Mais que assistir a vida passar
Mentindo que está tudo bem do jeito que está.

Nós dois merecemos mais...
Mais que os limites que o mundo nos impõe
Mais que em nome do amor, nos perder em contradições.

Sim, nós dois merecemos muito mais...
Mais que amar um ao outro... Merecemos a nós mesmo amarmos.
“Merecemos mais que ficar juntos pelo medo de sermos destruídos por não fincarmos¹”.

Gil Façanha


¹ - Frase retirada do filme: Comer, rezar e amar.

segunda-feira, 18 de julho de 2011

De repente



De repente tudo mudou e aquela emoção acabou.
De repente já não sinto mais nada, já não tenho medo, e nem o ciúme me abala.
De repente, leio, ouço, canto tuas letras e sinto como tudo se perdeu.
De repente sinto que somos dois, cada um em seu habitat...
Você é só você, e eu simplesmente sou eu.

De repente não mais
De repente um imenso vazio
De repente não quero teu calor
E de repente eu gosto desse frio.

De repente foi só fantasia!
De repente a gente nem queria.
De repente foi importante, e ficou banal assim.
De repente eu não sinto mais nada,
E você nem lembra mais de mim.

De repente eu queria mais,
De repente eu me surpreendi!
De repente o que eu te oferecia era pouco
De repente você nem soube me sentir.

De repente fui eu que não entendi!
De repente é isso que somos,
De repente nada era o que parecia.
De repente você foi  só um sonho
De repente você nem me queria!

De repente é só amizade então!
De repente fica melhor assim.
De repente o meu melhor,
Nem foi mesmo o melhor de mim.

De repente eu cansei de olhar as horas.
De repente o que era raro, eu não queira mais esperar.
Com o tempo entendi que o que eu desejava,
De repente Você não estava pronto pra me dar.

É, vai ver que de repente era isso mesmo!
Que tudo foi exatamente o que deveria ser pra gente.
De repente meio que sem querer...
Foi tudo muito de repente. 


Gil Façanha

segunda-feira, 11 de julho de 2011

Dilúvio de mim



Sinto-me água deslizando ladeira abaixo, rumo aos bueiros onde  escondo os temores jogados pelas janelas da minha alma.
 Através desse dilúvio no qual me transformo, e escorre das avenidas dos meus olhos, sou levada pelas enchentes de emoções, onde afogo meus sentidos e me perco de vista nessa correnteza sem direção.


Gil Façanha

domingo, 10 de julho de 2011

Amor de infância



Sentimento puro me invadia,
Doce infância, tão longe do agora.
Você era tudo o que eu queria,
Emoção vivida em outrora.

Havia o toque sutil da inocência,
O desejo de estar sempre ao teu lado.
Desejávamos declarar as aparências,
Revelar o coração apaixonado.

Mas a vida tão irônica, tão cruel
Nos guiou por caminhos diferentes.
E na dor daquela infância tão fiel
Te escondi no meu peito eternamente.

E depois de tanto tempo, tantos amores,
Algo inesperado aconteceu.
Resgatei a alegria esquecida
Quando do nada, você me apareceu.

Relembrando uma amizade tão bonita
Declarei aquele amor sempre velado.
Confessei minha saudade tão sofrida
E a alegria de te ter aqui do lado.

Sorridente, vi nos teus olhos, um brilho oculto
Teu sorriso tão sincero me falava,
Que na infância tão ingênua e tão perdida
Em silêncio ao meu lado, você me amava.

E agora, nova chance, outro momento.
Estamos frente a frente, a declarar...
Que é hora de esquecer nossos lamentos
E uma antiga história de amor recomeçar.

Gil Façanha

sábado, 9 de julho de 2011

Tristes lembranças



Um vulto decadente és meu reflexo
Rosto angelical, olhar embriagado de saudade
Lembro de uma alegria escandalosa
Ao encontrares o amor em tenra idade

Eclipse de verdades e mentiras
Vítima da sórdida inocência
Tuas lembranças me desperta aquela ira
Quando mergulhastes na infame decadência

Hoje sou tão seca, armadura
Soldado em guerra suja, esmagada
Sigo agora sem amor, na amargura
Bandeira branca, fim de guerra... Derrotada.




Gil Façanha

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