Sejam bem vindos pra dentro de mim. Aqui, estou expondo emoções, revelando minha alma, compartilhando com carinho... Publicando sentimentos. (Gil Façanha)

sábado, 25 de junho de 2011

Lágrimas da alma


Há lágrimas! Eu as sinto! Mas não consigo vê-las. Escondo por dentro essa dor envergonhada, pelas mais incertas razões de ser. Estou atormentada por essa busca de, sei lá o que! Meu peito está repleto de explicações que não se firmam, não me convencem, me torturam, me transformam em trapo, e me deixam ao chão. Não há um motivo seguro, uma escolha confiável... Apenas medo e dúvidas a minha frente. Temo que a solidão venha morar ao meu lado, embora eu também me questione se já não estou só, se há algo que me prenda nessa multidão de um ser apenas, ou se sempre estive solitária, intimamente ligada a esse vazio que me atormenta e que mora em mim! Há pouco tempo abri caminho na floresta das intensas e confusas emoções que me rodeiam, e me (des) norteiam em direções a onde me acho, e me perco e me desvendo na frustrante revelação de que nem de mim, nada sei. Nesse mesmo percurso, descobri uma natureza densa, mata fechada, estradas desconhecidas que me olhavam com um ar desafiador, com um sorriso cínico, na única intenção de mais uma vez, jogar em minhas mãos a complexa escolha de partir nessa busca pelo novo, ou me manter segura nessa confortável vereda já tão conhecida.

Ainda não sei se o vazio que sinto, é causado pela atração em abrir uma clareira em meio a essa loucura toda, ainda que seja pra descobrir rochas sob meus pés, ou apenas por que não quero sucumbir a essa certeza que reluto em admitir, de que sou prisioneira de mim mesma. Ainda que o solo não seja fértil, e esterilize um momento meu... Ainda assim, fico aqui, a questionar  o simples valor da busca. As vezes me pergunto por que essas lágrimas queimam! Não tem gosto de mar... Não parecem com água, não parecem com nada! Alguém me disse que aquilo que chamo de lágrimas são as cicatrizes da covardia. Quem sabe!... Não sei se procede a essa teoria, só sei que choro... Com olhos secos, choro...  Eu choro a covardia, então. 

Gil Façanha

4 comentários:

Amanda disse...

Oi Gil,
Que lindo texto,
Nem sei se é mais uma daquelas inspirações ou se isso se passa com vc mesmo,mas seja lá o que for...melhoras!
E...
Muitas vezes a gente não sabe quem é,o que estamos fazendo aqui e porque choramos.
Mas no fundo,a gente sabe que pra essas questões,pode até não ter uma resposta concreta,mas tem um refúgio,e ele se encontra em Deus.
Apegue-se a Ele e assim verás que viverá melhor.
Gostei,
Beijos e bom final de semana

Poeta Insano disse...

Olá Gil!

Sempre disposta a transbordar sentimentos em seus textos.
E isso, mesmo que soe triste, é de uma sensibilidade inquestionável.

Um abraço!

Cibis disse...

Lindo texto, sem palavras! Perdi-as enquanto findava a leitura...

abraços

Monica Pamplona disse...

De fato seria o maior estrago perder tão lindo texto por lápso.
rsrsrsrs
Bjsss minha linda

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