O tempo cura



Desvinculei minha alma da tua.
Libertei meu coração das lembranças,
Desabriguei-me dos desejos proibidos,
Dos riscos apenas por mim, vividos.

Acabou-se o vício.... o viço...
Aquele prazer em te pertencer.
Procurei por dentro, aquele desejo insano,
Aquele querer  sem tamanho,
A antiga necessidade de você.

E abrindo o peito com minhas próprias mãos,
Para ter certeza da falta daquela antiga emoção,
Dei-me conta de um imenso vazio.
Foi então que nesse instante,
Percebi com alegria, que a falta do teu calor,
Já não me causa aquele frio. 

Gil Façanha

Comentários

Barthes disse…
Lindos versos.
À essa superação tua,um forte amplexo para comemorar essa independência crua que,até a mim,aqui,apazigua.
Bjosss...Gil.
Gil,a beleza obviamente não se encontra só nesse poema e sim faz parte de tds os seus textos, gostei bastante, um braço

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