Sejam bem vindos pra dentro de mim. Aqui, estou expondo emoções, revelando minha alma, compartilhando com carinho... Publicando sentimentos. (Gil Façanha)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Mar de paixão



Nessas águas que me levam, naveguei em muitos mares,
Águas revoltas e outras calmas.
O bem que me sustenta, travou batalhas com teus males,
Que insistiam levar ao fundo a minha alma.

Tuas águas tão tranquilas, espelho d’água que me encantou,
Escondia a correnteza, que para o fundo me arrastou.
Acreditei nos teus encantos, senhor dos mares e das marés...
Encantei-me com teus olhares, sem saber como tu és.

Entreguei-me e naveguei entre pedras e temporais.
Teu amor com dentes fortes arrancou-me tantos ais.
Mergulhei fundo, pedi socorro, e cantei feito sereia,
E ao invés de te atrair, acabei por me render na  areia.

Tua força inegável foi maior que meu poder,
E minha sina parecia morrer atada ao teu abraço.
Mas num golpe de sorte, onde a vida derrotou a morte...
Afoguei-te no meu peito e desatei todos os laços.



Gil Façanha

Um comentário:

M.Flores disse...

Intuyo cierta melancolía en tu poema. Como una avalancha de tristeza de la que quisieras renacer.


"Tu fuerza innegable fue mayor que mi poder" !Precioso! . ¿Está bien traducido?
¿Crees que heradamos la tristeza, Gil? Yo a veces creo que nos la transpasaron nuestros antepasados.
Besos.

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